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Toninho Horta & Orquestra Fantasma celebram Grammy Latino em show inédito

A Secretaria de Estado da Cultura de Minas Gerais, por meio da Fundação Clóvis Salgado, promove o show Toninho Horta & Orquestra Fantasma, em celebração ao álbum Belo Horizonte (2019), vencedor do Grammy Latino 2020 na categoria de Melhor Álbum de Música Popular Brasileira. O show, que também homenageia a capital mineira no mês de seu aniversário, será transmitido ao vivo do Grande Teatro Cemig Palácio das Artes, no dia 15 de dezembro de 2020 (terça-feira), às 19h30. O público poderá acompanhar a transmissão, de forma gratuita, pelo Site da FCS. Como medida de prevenção, enfrentamento o contingenciamento da epidemia causada pelo Coronavírus, não haverá público no Grande Teatro Cemig Palácio das Artes durante a transmissão.

Grammy Latino, segundo Horta, foi resultado de uma trajetória de muito trabalho, comprometimento e diversas parcerias. “Receber a premiação foi uma grande surpresa! Apesar do trabalho como cantor e instrumentista, me considero, acima de tudo, um compositor. O Grammy frequentemente premia cantores de grande sucesso. Concedendo-o para um compositor, valoriza-se não apenas o meu trabalho e da Orquestra Fantasma, como da música mineira instrumental”, exalta Horta.

Segundo Toninho, o êxtase de receber o Grammy Latino em 2020 se torna ainda maior com a apresentação no Palácio das Artes, em um palco que já faz parte de sua trajetória. “O disco Belo Horizonte é o resultado de um trabalho denso e completo. Tudo foi pensado com muito cuidado, e ganhou grande reconhecimento e repercussão. Apresentar esse repertório no Grande Teatro configura o esforço e o talento dos parceiros que me acompanharam por 50 anos, e nos deixa muito felizes e satisfeitos com a oportunidade”, celebra o compositor.

Refletindo sobre a situação atual do país, Horta ressalta a importância da reinvenção em período de isolamento social, e diz da emoção de realizar um show nesse momento. “Apesar das dificuldades, vivemos um momento de adaptação e de valorização dos trabalhos virtuais, que dialogam com a nossa realidade. Vejo o espetáculo como uma forma de agradecimento ao público, que é parte fundamental na construção e consolidação de nossa carreira”, conta. “Será um encontro de muita felicidade e celebração da música mineira!”, comemora Horta.

A apresentação do artista será ao lado de músicos e parceiros da Orquestra Fantasma, como Yuri Popoff (baixo), Lena Horta (flauta), Cuca Teixeira, que substitui o baterista Esdra “Neném” Ferreira, além de Salomão Soares (piano) e Lisandro Massa (teclados), que substituem André Dequech. Músicos convidados também integram a banda: João Machala (trombone), Wagner Souza (trompete), Carla Villar (vocal), Deuler Andrade (vocal), Robertinho Silva (percussão), Breno Mendonça (saxofone), Juarez Moreira (violão) e Tadeu Franco (vocal). O repertório contará com 17 canções, sendo 16 delas parte do álbum, e a música Belo Horizonte, que abre e encerra o show.

A cenografia fica a cargo do designer Otávio Bretas, que projetará imagens no palco. Entre as projeções, o público poderá conferir fotos de Toninho Horta e da Banda, imagens de Belo Horizonte, além de registros variados de Minas Gerais. Toninho Horta & Orquestra Fantasma homenageiam não só a trajetória do álbum premiado, mas a importância da cidade de Belo Horizonte, inspiração para diversas gerações de músicos e artistas brasileiros e internacionais.

O show TONINHO HORTA E ORQUESTRA FANTASMA é realizado pelo GOVERNO DE MINAS GERAIS / SECRETARIA DE ESTADO DE CULTURA E TURISMO DE MINAS GERAIS e FUNDAÇÃO CLÓVIS SALGADO e tem a APPA ARTE E CULTURA como correalizadora. Conta ainda com o patrocínio Master da CEMIG e INSTITUTO UNIMED-BH (viabilizado pelo incentivo de mais de 5,1 mil médicos cooperados e colaboradores), USIMINAS e INSTITUTO USIMINAS como patrocinadores.

BELO HORIZONTE, o CD (2019) – Lançado em celebração aos 50 anos de carreira de Toninho Horta e dos 30 anos da formação da Orquestra Fantasma, o CD homenageia a cidade de Belo Horizonte, terra natal do compositor. No formato de um álbum duplo acompanhado de um libreto, o projeto reúne uma compilação das composições mais expressivas do artista.

No CD 1, intitulado BELO, reúne uma seleção de canções clássicas da década de 1960 até 1980, com letras de Fernando BrantRonaldo Bastos e Cacaso. A última faixa do disco, a inédita Suíte Belo Horizonte, foi composta especialmente por Toninho Horta para homenagear a capital mineira. O CD 2, HORIZONTE, traz no repertório composições instrumentais, criadas a partir da década de 1990, com canções de Yuri Popoff e André Dequech, que fizeram parte do repertório em inúmeros shows de Toninho Horta & Orquestra Fantasma.

Na escolha do repertório dos dois CDs, foi considerada a relevância histórica e musical do artista e sua trajetória em parceria com a Orquestra Fantasma. As canções trazem um significado especial para todos do grupo, não apenas pela sonoridade artística, mas pelas vivências em cada show, cada gravação e aventuras pelo mundo – são muitas histórias vividas e muitas experiências a serem compartilhadas com o público.

Toninho Horta – Leva na bagagem cerca de 30 discos gravados e já tocou e gravou com músicos renomados em mais de 40 países. É considerado hoje um dos maiores guitarristas de jazz do mundo, sendo muito aclamado e respeitado internacionalmente. Mais de 80 músicas foram feitas em sua homenagem por artistas em todo o mundo. Em novembro de 2017, foi homenageado na Berklee College of Music, uma das mais importantes escolas de música do mundo.

Vindo de família de músicos – seu avô, o maestro João Horta, foi destaque entre os compositores de música sacra e popular no período barroco mineiro – Toninho teve as primeiras aulas de violão com sua mãe Geralda, que era bandolinista, e seu irmão Paulo contrabaixista. Na adolescência compôs suas primeiras canções, acompanhando cantoras na TV Itacolomy, e se destacava entre os jovens músicos de sua geração. Morando no Rio de Janeiro a partir dos anos 70, Horta se tornou bastante conhecido nas rodas do meio artístico, sendo admirado por todos pela sua performance bem pessoal, quando tocava guitarra ou violão, e pelas composições inventivas com sofisticada harmonia.

No II Festival Internacional da Canção (1967), promovido pela Rede Globo de Televisão com direção artística de Augusto Marzagão, Horta foi finalista com as suas músicas “Maria Madrugada”, com letra de Júnia Horta, e “Nem é Carnaval”, em parceria com Márcio Borges. No IV Festival Internacional da Canção (1969) Horta foi novamente finalista com a música “Correntes”, cuja letra de Márcio Borges foi censurada, passando por algumas alterações. Em 1970, integrou a banda de Elis Regina e participou da gravação do LP “Ela”. Em 1972, participou em várias faixas no LP “Clube da Esquina”, de Milton Nascimento. Em 1974, integrou o grupo “Som Imaginário”, que ao lado de Milton Nascimento e orquestra gravaram o histórico álbum duplo “Milagre dos Peixes”.

 

A Orquestra Fantasma – Banda que acompanha Toninho Horta há mais de 30 anos, é composta pelos músicos Yuri Popoff (baixo), Lena Horta (flauta), Neném (bateria) e André Dequech (piano/teclados). Tais músicos contribuíram na elaboração dos arranjos para as melodias e harmonias inusitadas, que são referências de estudo musical para músicos veteranos, mas principalmente para as novas e futuras gerações de artistas. Todos são compositores e possuem carreiras solo, discos independentes e reconhecimento internacional.

Nas palavras de Toninho Horta, a Orquestra Fantasma surgiu a partir de uma reunião com um time expressivo de músicos na Califórnia, em 1976, para gravar o disco “Milton”, de Milton Nascimento. Segundo Horta, no Estúdio Shangri-La, em Malibu, ele iniciou as gravações de seu primeiro álbum independente, a convite do próprio Bituca. “Quase todos os músicos que tocaram no disco ‘Milton’ também participaram do LP ‘Terra dos Pássaros’, lançado no Brasil em 1979. Ninguém menos que Raul de Souza, Robertinho Silva, Novelli, Laudir de Oliveira, Airto Moreira e os uruguaios Hugo e George Fattoruso”, lembra Horta.

“Hugo e eu ficamos muito amigos e quando disse a ele que adorava Orquestras Sinfônicas, começamos a imitar violinos e trompas com seu teclado e minha guitarra com pedal de volume. Daí, instituímos o som de uma orquestra ‘fantasma’. Esta vontade que sempre tive de ampliar o leque de sonoridades foi o pilar para a formação da minha banda, que surgiu em 1981, a verdadeira Orquestra Fantasma, formada por Yuri Popoff, Lena Horta, André Dequech e Esdra “Neném” Ferreira”, ressalta.

Grammy Award* – Cerimônia de premiação da “Academia de Gravação dos Estados Unidos, que presenteia anualmente os profissionais da indústria musical com o prêmio Grammy, em reconhecimento à excelência do trabalho e conquistas na arte de produção musical e, provendo suporte à comunidade da indústria musical. É considerado um dos quatro principais prêmios anuais de entretenimento americano, juntamente com o Óscar (cinema), o Emmy (televisão) e o Tony (teatro). A primeira cerimônia do Grammy Awards foi realizada em 4 de maio de 1959, para homenagear e respeitar as realizações musicais de artistas no ano anterior.

Grammy Latino * – Premiação criada para músicos latino-americanos em 2000, pela Academia Latina da Gravação, para as melhores produções da indústria fonográfica latino-americana. Trata-se de uma versão latino-americana dos prêmios Grammy.

** Fonte: Wikipédia. Pesquisa em 12/12/2020.

Este evento possui correalização da APPA-Arte e Cultura.

 INFORMAÇÕES GERAIS
 O quê? Toninho Horta & Orquestra Fantasma celebram Grammy Latino em show inédito
 Quando? 15 de dezembro de 2020 (terça-feira), às 19h30
 Onde? Site da FCS
 Informações para o público (31) 3236-7400