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Coral Lírico e Orquestra Sinfônica de Minas Gerais homenageiam 250 anos de BEETHOVEN em vídeo inédito da NONA SINFONIA

A Fundação Clóvis Salgado encerra o ano de 2020 com uma produção inédita em celebração aos 250 anos de nascimento do compositor alemão Ludwig van Beethoven. Reunido de forma remota, os membros do Coral Lírico de Minas Gerais e da Orquestra Sinfônica de Minas Gerais interpretam o último movimento da Sinfonia n.° 9 em ré menor, op. 125 (Nona Sinfonia), uma das obras mais conhecidas do repertório ocidental, considerada ícone da música romântica. O vídeo vai ao ar no dia 30 de dezembroàs 10h, pelo Instagram e Facebook da FCS. A produção possui direção musical do Maestro Titular da OSMG, Sílvio Viegas, e da Maestrina Associada ao CLMG, Lara Tanaka.

O vídeo “Nona Sinfonia de Beethoven” é realizado pelo GOVERNO DE MINAS GERAIS / SECRETARIA DE ESTADO DE CULTURA E TURISMO DE MINAS GERAIS e FUNDAÇÃO CLÓVIS SALGADO e tem a APPA – ARTE E CULTURA como correalizadora. Conta ainda com o patrocínio Master da CEMIG e INSTITUTO UNIMED-BH (viabilizado pelo incentivo de mais de 5,1 mil médicos cooperados e colaboradores), USIMINAS e INSTITUTO USIMINAS como patrocinadores.

Um ano repleto de desafios – A gravação da Nona Sinfonia encerra a programação de ambos os Corpos Artísticos em 2020, que produziram inúmeras apresentações audiovisuais coletivas e individuais durante o ano. Segundo o maestro Silvio Viegas, o primeiro passo dos artistas da FCS após o isolamento social foi a reinvenção para continuar, mesmo que de forma remota, a produzir arte. “A Orquestra Sinfônica deu um grande passo ao realizar o primeiro vídeo para o projeto Palácio em Sua Companhia. Posteriormente, as produções começaram a alcançar altos níveis de engajamento, o que nos mostrou que estávamos no caminho certo”, conta o maestro.

Ainda segundo Viegas, houve um empenho muito grande por parte de todos os músicos, tanto na produção quanto na diversificação dos conteúdos ofertados. “Os vídeos possuíram estéticas muito diversificadas. Houve ópera, música de concerto, música de cinema, MPB, e até mesmo o jazz. Essa diversidade é característica marcante das produções da Fundação Clóvis Salgado, instituição que possui um dos palcos mais democráticos do país. Essa variedade não foi diferente nas produções remotas”, destaca. “A FCS se destacou na produção de conteúdo durante essa pandemia, e olhar para trás nos deixa com a cabeça muito tranquila: ofertamos o melhor para a sociedade dentro dos limites que nos foram expostos. Fizemos com excelência, competência, sensibilidade e qualidade”, celebra o maestro.

Para a maestrina Lara Tanaka, a trajetória dos Corpos Artísticos em 2020, ano de muitas dificuldades, foi completamente inusitada. “Vivenciamos um período de resiliência e adequação. Ainda nos encontramos em um momento muito delicado, mas de constante reconstrução”, comenta. Sobre a migração das apresentações para a realidade virtual, Tanaka ressalta: “Tivemos a possibilidade dos Corpos Artísticos se mostrarem individualmente, valorizando o trabalho de cada músico. Os vídeos coletivos, como o da Nona Sinfonia, são produções grandiosas, que hoje já possuem um tom cinematográfico”.

Ode ao mestre: 250 anos de Beethovem – Nascido no ano de 1770 na cidade de Bonn, Alemanha, Ludwig van Beethoven é considerado um dos pilares da música ocidental. Responsável por compor 9 sinfonias completas, sonatas, trios, concertos para piano, violino, violoncelo, além de opera, dança, oratório, missas e canções, Beethoven é celebrado durante todo o ano de 2020 pelos seus 250 anos, que seriam completados no mês de dezembro.

Segundo Viegas, é mais do que necessário celebrar o nascimento do compositor, grande gênio não só da história da música, mas da história da arte. “Ele é o primeiro indivíduo artista a se assumir, a atrelar a sua persona como mola motora da arte. É o sentimento dele que está expresso através de suas notas. Apesar de descrito como uma pessoa séria e por vezes mal-humorada, Beethoven era muito leal e se preocupava com o bem-estar de todos”, conta o maestro. “Ele sempre buscou musicar textos que falassem da importância de nos vermos como irmãos, de estarmos unidos em sociedade. Esse sentimento reflete o nosso momento atual, em que a união se faz ainda mais necessária, apesar do distanciamento social”, conclui.

A Nona Sinfonia – Última sinfonia composta pelo alemão, em 1824, é uma das obras mais conhecidas do repertorio ocidental. Ovacionada em todo o mundo, A Nona conta com quatro movimentos, e foi a primeira obra do gênero a incluir um grande coro e cantores solistas. A sinfonia é um “Ode a alegria”, baseada no texto do importante filósofo iluminista e precursor do romantismo, Friedrich Schiller. A grandiosidade musical e o escopo humanista da sinfonia fizeram com que várias culturas do mundo a adotassem como símbolo de congraçamento e de irmandade entre os homens.

Segundo Tanaka, o ano dos Corpos Artísticos não poderia ter se encerrado de melhor maneira. “Essa é a obra mais pontual do repertório coral sinfônico, além de celebrar com maestria os 250 anos de Beethoven. É uma peça pesada, difícil, muito ágil, que demanda uma técnica vocal – mais um desafio para os coralistas e musicistas, que desempenham o trabalho com muita qualidade”, declara a maestrina.

“Me sinto muito feliz por tudo que a Fundação conseguiu entregar nesse ano tão peculiar. Foi um desafio, mas conseguimos honrar a classe artística e crescer diante do possível. Passamos não só pela readequação de nosso próprio oficio, mas pelo aprendizado de produzir um cenário e um figurino dentro de casa. Vi uma evolução acontecendo, e tive certeza que ainda podemos levar música de qualidade ao público, mesmo dentro de suas casas”, celebra a maestrina.

Coral Lírico de Minas Gerais – O Coral Lírico de Minas Gerais é um dos raros grupos corais que possui programação artística permanente e interpreta repertório diversificado, incluindo motetos, óperas, oratórios e concertos sinfônico-corais. Participa da política de difusão do canto lírico promovida pelo Governo de Minas Gerais, por meio da Fundação Clóvis Salgado (FCS), a partir da realização dos projetos Concertos no Parque, Lírico Sacro, Sarau ao Meio-dia e Lírico em Concerto, além de concertos em cidades do interior de Minas e capitais brasileiras, com entrada gratuita ou preços populares. Participa também das temporadas de óperas realizadas pela FCS. Já estiveram à frente do Coral os maestros Luiz Aguiar, Marcos Thadeu, Carlos Alberto Pinto Fonseca, Ângela Pinto Coelho, Eliane Fajioli, Sílvio Viegas, Charles Roussin, Afrânio Lacerda, Márcio Miranda Pontes, Lincoln Andrade, Lara Tanaka e Hernán Sanchez. Criado em 1979, o Coral Lírico de Minas Gerais tornou-se Patrimônio do Estado em 2018 e comemorou quarenta anos em 2019.

Orquestra Sinfônica de Minas Gerais – Considerada uma das mais ativas do país, a Orquestra Sinfônica de Minas Gerais cumpre o papel de difusora da música erudita, diversificando sua atuação em óperas, balés, concertos e apresentações ao ar livre, na capital e no interior de Minas Gerais. Criada em 1976, foi declarada Patrimônio Histórico e Cultural do Estado de Minas Gerais em 2013. Participa da política de difusão da música sinfônica promovida pelo Governo de Minas Gerais, por meio da Fundação Clóvis Salgado, a partir da realização dos projetos Concertos no Parque, Concertos Comentados, Sinfônica ao Meio-dia, Sinfônica em Concerto, além de integrar as temporadas de óperas realizadas pela FCS. Mantém permanente aprimoramento da sua performance executando repertório que abrange todos os períodos da música sinfônica, além de grandes sucessos da música popular. Seu atual regente titular é Silvio Viegas.

 INFORMAÇÕES GERAIS  

 O quê?Coral Lírico e Orquestra Sinfônica de Minas Gerais homenageiam 250 anos de BEETHOVEN em vídeo inédito da NONA SINFONIA
 Onde? Instagram e Facebook da Fundação Clóvis Salgado
 Quando? 30/12, às 10 horas
 Entrada? Gratuita
 Informações para o público (31) 3236-7400