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Colóquio de pesquisas artísticas: Crítica e Contemporaneidade

A Fundação Clóvis Salgado e o Centro de Formação Artística e Tecnológica – Cefart, por meio do Programa de Pesquisa em Residências Artísticas, apresentam o Colóquio de pesquisas artísticas “Crítica e Contemporaneidade”, que ocorre do dia 23 de março (terça-feira) até o dia 26 de março (sexta-feira) de 2021, por meio do Canal da FCS no Youtube. O Colóquio, exclusivamente virtual, tem como base o debate com pesquisadores-artistas de referência que articulam ativamente a teoria, a crítica e a excelência formal em sua pratica cotidiana.

O evento, que tem aceso ilimitado e gratuito, é dirigido à comunidade artística do Cefart e aos alunos das escolas de formação, além do público geral, que terá acesso a discussões na área de inovação e atualidade dos diversos campos artísticos, inserido nas demandas mais dinâmicas de nossa sociedade. As aulas abertas e bate-papos contarão com a participação de Lindberg Campos, filósofo e pesquisador especialista em teoria da arte e literatura, proveniente do King’s College de Londres e da Duke University (EUA), Priscila Alencastre, violinista e professora em diversas orquestras no Rio de Janeiro, Sérgio de Carvalho, professor da USP, diretor e dramaturgo da Cia. do Latão e Diego Moschkovich, diretor e ator formado na Rússia e um dos mais importantes tradutores da obra de Konstantin Stanislavski no Brasil.

O Colóquio “Crítica e Contemporaneidade” é realizado pelo GOVERNO DE MINAS GERAIS / SECRETARIA DE ESTADO DE CULTURA E TURISMO DE MINAS GERAIS e FUNDAÇÃO CLÓVIS SALGADO e tem a APPA ARTE E CULTURA como correalizadora. Conta ainda com o patrocínio Master da CEMIG e INSTITUTO UNIMED-BH (viabilizado pelo incentivo de mais de 5,2 mil médicos cooperados e colaboradores), e colaboração cultural da FAPEMIG.

Programação
Fetiche e Utopia na pós-modernidade: A estética da singularidade
Data e horário: 23/03 | terça-feira | 18h | Canal da FCS no Youtube

Palestrante: Lindberg Campos (SP). Doutorando no programa de pós-graduação em estudos linguísticos e literários em inglês da FFLCH/USP, no qual também obteve os títulos de bacharel e mestre em letras. Já escreveu uma série de resenhas, artigos e capítulos de livro, bem como ministrou cursos e apresentou um número de trabalhos sempre sobre as relações entre cultura e sociedade. Além disso, está finalizando um livro acerca do romance Orlando: uma biografia (1928), de Virginia Woolf, e a formação da era das políticas de identidade.

Mediação: Marcos Fábio de Faria (UFVJM). Dramaturgo do Grupo dos Dez. Professor da Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri. Pesquisador do Núcleo de Estudos Afrodescendentes e Indígenas (NEABI-UFVJM), do Núcleo de Estudos Literatura, Artes e Saberes (NELAS-UFVJM), Guará – grupo de pesquisas descoloniais em arte contemporânea – UDESC- e do Grup de Recerca Estudis Socials i de Gènere de Poder i la Subjectivitat (GIPIS-Universitat Autònoma de Barcelona). É editor e curador da série editorial Aquilombô.

Abordagem: A aula aberta busca verificar o momento de verdade e de não verdade daquela dominante cultural que Fredric Jameson chamou de “Estética da Singularidade”. Segundo seu raciocínio, há uma correspondência entre o retorno à promessa de modernização do mundo subdesenvolvido via indústria pesada, hoje em dia já obsoleta – oferecida por estadunidenses e soviéticos –, e a tentativa já antiquada de regressão igualmente precária da cultura pós-moderna em direção à teoria modernista por meio do pastiche. Isto é, a expansão espacial e virtual de um modo de produção cada vez mais dependente do desenvolvimento informacional e tecnológico em escala global condicionou a emergência de novas irritabilidades e sensibilidades e essas, por sua vez, encontraram no pastiche o principal meio expressional da sua correspondente cultura, a lógica pós-moderna – ou seja, a simulação do passado, seus estilos mortos e inclusive certos aspectos que significaram uma volta ao esteticismo da teologia da arte à maneira do período moderno só poderiam se dar por intermédio da série de cópias idênticas, comercializadas, efêmeras e descontextualizadas que caracterizam o método de construção baseado no pastiche.

As políticas culturais da nova república e os seus reflexos nas práticas da música sinfônica brasileira
Data e horário: 24/03 | quarta-feira | 18h | Canal da FCS no Youtube

Palestrante: Priscila Alencastre (RJ). Possui graduação em Música pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (2014) – Bacharelado em Violino. Integrou as orquestras Academia Petrobras Sinfônica e Orquestra Jovem do CBM. Participou como músico convidado de diversos concertos integrando grupos orquestrais como a Orquestra Choral Petrobras, Orquestra Filarmônica de Petrópolis e OSN – UFF. Atuou como Coordenadora dos Professores e Professora de Música nos Projetos Sociais Orquestra Mirim Armando Prazeres e Ação Social Pela Música do Brasil. Integrou o grupo de câmara Kaleidos. Atualmente é violinista e empreendedora no grupo Afinatto Produção Cultural e Artística, Professora de violino pelo Método Suzuki no coletivo de professores Afinatto Oficina e mestranda em Musicologia na Linha da Etnografia das Práticas Musicais (UNIRIO).

Mediador: Tomaz Mota. Músico, Arranjador, Diretor Musical, Professor de Violão, Guitarra, Ukuele, Teoria Musical e assuntos da área da Sonoplastia. Graduado em Música (Bacharelado em Instrumento com Habilitação em Violão) pela Universidade Federal da Bahia e Mestre em Performance Musical pelo PPGPROM-UFBA. Foi integrante da Orquestra de Violões da UFBA de 2010 a 2014, sob a coordenação dE Robson Barreto e Ricardo Camponogara. De 2018 a 2020 atuou como professor de Trilha Sonora para Teatro na Escola de Teatro do CEFART, como professor do módulo Sonoplasta da Escola de Tecnologia da Cena do CEFART e foi professor de Violão e Coordenador (2018.2) da Escola de Música do CEFART.

Abordagem: A aula aberta aborda o momento de intensas transformações da música sinfônica brasileira. Tal fenômeno não se restringe à nossa realidade particular visto que é a tradição sinfônica, como um todo, quem enfrenta um conjunto de questionamentos que atravessa todos os pilares nos quais está historicamente alicerçada: o repertório específico e os rituais do concerto sinfônico, as instituições de ensino dedicadas à transmissão da música sinfônica, os movimentos estéticos que historicamente ensejaram determinadas produções artísticas e a própria validade do conceito de arte. Neste sentido, a presente palestra é um convite a analisar os impasses contemporâneos que estão colocados para a música sinfônica brasileira a partir da estreita relação entre as possibilidades do fazer artístico, a política e a economia.

Teatro na colônia – jesuítas, teatralidade das festas e as casas de ópera
Data e horário: 25/03 | quinta-feira | 18h | Canal da FCS no Youtube

Palestrante: Sérgio de Carvalho (SP). Dramaturgo, encenador e pesquisador de teatro, diretor do grupo artístico Companhia do Latão. É professor livre-docente na Universidade de São Paulo, onde atua no Departamento de Artes Cênicas desde 2005, na área de dramaturgia. Tem mestrado em Artes Cênicas (1995), doutorado em Literatura Brasileira (2003) e livre-docência em Dramaturgia (2017) pela USP. Foi professor de Teoria do Teatro na Unicamp entre 1996 e 2005. Tem graduação em jornalismo e colaborou com diversos veículos de comunicação. Foi premiado como encenador pela União dos Escritores e Artistas de Cuba pela montagem de O Círculo de Giz Caucasiano, de Brecht, em 2008. É atualmente diretor do TUSP-Teatro da Universidade de São Paulo, vice-diretor do Centro Universitário Maria Antonia. Atua na área de Artes, com ênfase em Dramaturgia e estudo das relações entre Teatro e Sociedade.

Mediador: Rodrigo Jerônimo (MG). Ator, Cantor e Diretor de Teatro. Fundador do Grupo dos Dez, companhia de teatro que tem uma década de existência. Já dirigiu ao lado de João das Neves o espetáculo Madame Satã (2015) e também assina a dramaturgia. Cantor com um disco lançado em 2016 (Fio Desencapado). Coordenador Artístico do Aquilombô – Fórum Permanente das Artes Negras.

Abordagem: No mesmo ano em que estreou o Auto de S. Lourenço, 1587, Cristopher Marlowe estreava em Londres seu Tamerlão. Era o início de um breve ciclo em que o teatro europeu, em particular o elisabetano e o do Século de Ouro espanhol, antes da hegemonia do palco italiano e do drama burguês, conheceria a individuação como problema trágico, em meio a um mundo de guerras da fé e espectros do passado. Nos séculos seguintes, mesmo um drama literário como esse, notável documento da barbárie, escrito pelo santo evangelizador do Brasil, já não seria possível na colônia. As vozes contrárias aos processos do capital em breve não teriam mais existência social, e o elemento diabólico (e também o dialógico) se tornariam abstratos ou proscritos, conforme se extinguia o escambo nas práticas do mercantilismo e o escravismo se desenvolvia numa economia de exportação. A figuração da individualidade não surgiria em cena sequer como problema, porque o outro estava ausente.

Possíveis contribuições do pensamento de Stanislávski para o teatro contemporâneo
Data e horário: 26/03 | sexta-feira | 18h | Canal da FCS no Youtube

Palestrante: Diego Moschkovich (SP). Diretor de teatro, pedagogo teatral e tradutor. Formado em Artes Cênicas pela Academia Estatal de Artes Cênicas de São Petersburgo (LGITMiK) e mestre em Letras pela Universidade de São Paulo (bolsista FAPESP). Pesquisa as heranças históricas de Stanislávski e Meyerhold. Foi bolsista e assistente de direção e tradutor no projeto Masters in Residence, do Instituto Grotowski (Wroclaw, Polônia, 2011 – 2012), sob a direção de Anatóli Vassíliev. No Brasil, fez a assistência de direção para Adolf Shapiro nos dois trabalhos realizados com a Mundana Companhia (Tchékhov 4, 2010 e Pais e Filhos, 2012), e para Georgette Fadel em O Duelo (2013). Coordena, ademais, o Laboratório de Técnica Dramática, grupo de estudos e pesquisa sobre a metodologia da Análise Ativa e ministra o módulo “Personagem”, no Núcleo Experimental de Artes Cênicas do SESI-SP.

Mediadores: Vinicius Albricker (UNIRIO) e Daniela Lima (UFOP)

Vinicius Albricker é Professor Adjunto do Departamento de Interpretação Teatral da Escola de Teatro da UNIRIO. Doutor em Artes pelo Programa de Pós-Graduação em Artes da UFMG, sob a orientação do Prof. Dr. Ernani de Castro Maletta, com a defesa da tese Variações Rítmicas Vivas na Atuação Cênica, concluída em 2019. Realizou Mestrado em Artes também na UFMG, com pesquisa sobre a fala cênica nas perspectivas de Konstantin Stanislávski e Declan Donnellan, concluída em 2014. É também líder do Grupo de Pesquisa LEV – Laboratório de Estudos Vocais, Cênicos e Musicais -, sediado na UNIRIO e certificado no CNPQ, e coordena o projeto “Estúdio Fisções: princípios e práticas para a atuação cênica viva”, junto ao Prof. Dr. Marcus Fritsch. Atualmente, ocupa o cargo de Coordenador de Cultura da UNIRIO, coordenadoria vinculada à PROExC.

Daniela Lima é Atriz e pesquisadora de Teatro. Bacharela em Interpretação Teatral pela Universidade Federal de Minas Gerais/UFMG. Mestranda em Artes Cênicas pelo Programa de Pós-Graduação em Artes Cênicas da Universidade Federal de Ouro Preto/UFOP, no qual desenvolve uma pesquisa sobre atuação cênica a partir do sistema de Stanislávski.

Abordagem: Uma conversa sobre as possíveis contribuições do pensamento do mestre russo Konstantin Stanislávski para o teatro contemporâneo. Moschkovich é tradutor de livros importantes nos estudos sobre esse mestre: Análise-Ação, de Maria Knebel; Stanislávski Ensaia, de Vassíli Toporkov; e Stanislávkski e o Yoga, Serguei Tcherkásski.

 INFORMAÇÕES GERAIS 
 O quê? Colóquio de pesquisas artísticas: Crítica e Contemporaneidade
 Quando? 23 de março até 26 de março
 Entrada? Gratuita
 Informações para o público (31) 3236-7400