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Cia. de Dança Palácio das Artes celebra Dia Internacional da Dança com vídeo “CASA”

A Fundação Clóvis Salgado, por meio da Cia. de Dança Palácio das Artes (CDPA), lança o inédito vídeo Casa, que reúne os bailarinos da CDPA de forma remota em uma reflexão acerca do espaço em que habitamos e construímos laços afetivos. Além de estimular um delicado e potente olhar voltado para o ambiente residencial em tempos de pandemia, o vídeo homenageia o Dia Internacional da Dança, celebrado em 29 de abril. A produção será exibida na próxima quinta-feira (29), às 9h, pelas páginas da Fundação Clóvis Salgado no Instagram e no Facebook, e possui direção de Ivan Sodré, bailarino da Cia. de Dança Palácio das Artes.

A nova produção da Cia. de Dança Palácio das Artes dialoga com a vivência limitada ao ambiente residencial durante a atual crise sanitária causada pela pandemia da Covid-19. O vídeo, decorrente de um trabalho coletivo em constante processo de desenvolvimento e evolução, evidencia a ressignificação atribuída às casas, que agora comportam os ambientes de trabalho, de estudo, de descanso e de lazer.

As casas estão pequenas? – O diretor de Casa, o bailarino da CDPA Ivan Sodré, explica que o vídeo foi criado a partir da pretensão de expandir, por outras perspectivas, temas e assuntos tratados em vídeos anteriores produzidos pela Cia. “O vídeo não é suficiente para esgotar, em quatro ou cinco minutos, a riqueza de material produzido pelos bailarinos. Então abrimos o debate e nos atentamos a olhar para o material passado, observando nele o que ainda pode nos despertar, ideias e propostas de trabalho para o vídeo seguinte”, observa.

Sodré destaca que o vídeo Casa foi desenvolvido a partir do olhar sobre dois vídeos coletivos específicos, o de fevereiro e o de março deste ano. “Foram vídeos que trabalharam muito a relação do corpo com o ambiente. O espaço não é algo pronto, algo dado, ele é um lugar em construção: o corpo modifica o espaço e o espaço modifica o corpo”, explica.

Segundo Sodré, a proposta do vídeo surgiu despretensiosamente, durante uma conversa entre os bailarinos, e logo revelou grande potencial de abordagem. “O tema desse vídeo surgiu quando uma bailarina da Cia. brincou dizendo que precisaria vender todos os móveis da casa dela para ter mais espaço para dançar, mas que mesmo assim ela se sentiria sem espaço. Respondi dizendo que as casas estão pequenas, e uma colega pontuou que esse poderia ser o tema do trabalho”, revela.

A resposta de Sodré logo se converteu na pergunta que guia o vídeo coletivo: “As casas estão pequenas?”. O diretor considera que após um ano dentro de casa, esse lugar passou (e ainda passa) constantemente por processos de ressignificação, e o vídeo também explora como os bailarinos da CDPA se sentem diante desse processo. “A outra questão é: como nós, bailarinos, que estamos produzindo há um ano dentro de casa, estamos conseguindo ressignificar esse espaço, sem esquecer que esses lugares são ocupados por corpos sensíveis?”, indaga.

No início do processo, o diretor conta que ministrou algumas aulas de preparação corporal para os bailarinos, que consistiam em tornar o corpo cada vez mais sensível aos ambientes, a fim de proporcionar outra qualidade de percepção. “Era uma preparação que abria os poros da pele, tornando o corpo mais passível de absorver a relação com os espaços da casa”, explica Sodré. Também durante o desenvolvimento do trabalho, Sodré e os outros bailarinos sentiram a necessidade de adicionar mais cor ao vídeo, optando por um figurino em amarelo.

Clássico e contemporâneo – A trilha do vídeo, produzida por Dan Maia, é composta pelo prelúdio da obra Cello Suite No.3, de Bach, unida aos samples (trechos provenientes de outra gravação mixados a uma nova obra musical) de vozes dos bailarinos da DCPA dizendo palavras que apareceram frequentemente durante o processo de criação do novo trabalho. O vídeo é marcado pela presença da música clássica, que há um tempo não fazia parte das trilhas da CDPA. “A canção de Bach, toda sonorizada em violoncelo, me transmite a sensação de que o som do instrumento possui materialidade e traz peso para a música, pondo nossos pés no chão. Apresentei a obra para o Dan Maia, compositor da trilha sonora, e ele aceitou essa sugestão”, conclui Sodré.

O vídeo Casa integra o projeto #PalácioEmSuaCompanhia e é realizado pelo Governo de Minas Gerais, através da Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais, pela Fundação Clóvis Salgado,  e correalizado pela Appa – Artes e Cultura. É patrocinado pela Cemig e Unimed-BH / Instituto Unimed-BH¹, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura, e pela Usiminas / Instituto Usiminas, por meio da Lei Estadual de Incentivo à Cultura.

¹ O patrocínio da Unimed-BH e do Instituto Unimed-BH é viabilizado pelo incentivo de mais de 5,2 mil médicos cooperados e colaboradores.

Cia. de Dança Palácio das Artes – Corpo artístico da Fundação Clóvis Salgado – é reconhecida como uma das mais importantes companhias do Brasil e é uma das referências na história da dança em Minas Gerais. Foi o primeiro grupo a ser institucionalizado, durante o governo de Israel Pinheiro, em 1971, com a incorporação dos integrantes do Ballet de Minas Gerais e da Escola de Dança, ambos dirigidos por Carlos Leite – que profissionalizou e projetou a Companhia nacionalmente. O Grupo desenvolve hoje um repertório próprio de dança contemporânea e se integra aos outros corpos artísticos da Fundação – Orquestra Sinfônica de Minas Gerais e Coral Lírico de Minas Gerais – em produções operísticas e espetáculos cênico-musicais realizados pela Instituição ou em parceria com artistas brasileiros. A Companhia tem a pesquisa, a investigação, a diversidade de intérpretes, a cocriação dos bailarinos e a transdisciplinaridade como pilares de sua produção artística. Seus espetáculos estimulam o pensamento crítico e reflexivo em torno das questões contemporâneas, caracterizando-se pelo diálogo entre a tradição e a inovação.

>>INFORMAÇÕES GERAIS<<

 O quê? Vídeo inédito Casa – Cia. de Dança Palácio das Artes
 Quando? 29/04 – 9h
 Onde? Fundação Clóvis Salgado no Instagram e no Facebook.
 Entrada? Gratuita
 Informações para o público (31) 3236-7400