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Cia. de Dança lança “PRIMEIRA – uma poética processual”, vídeo com direção de Tuca Pinheiro

Exibição nas Redes Sociais da Fundação Clóvis Salgado | @fcs.palaciodasartes (Instagram) e facebook.com/fundacaoclovissalgado/

2021 vem sendo uma temporada repleta de movimento e celebração para a Cia. de Dança Palácio das Artes (CDPA), uma vez que o grupo comemora 50 anos. Desde fevereiro, a Companhia tem realizando atividades que revisitam parte da história do grupo e, ao mesmo tempo, estabelecem conexões com o presente e o futuro. Juntamente a isso, o trabalho artístico da CDPA tem sido marcado por um profundo amadurecimento nos processos das criações audiovisuais iniciadas durante a pandemia, no primeiro semestre de 2020.

Diante desse cenário que mescla uma imersão pela memória do grupo com um processo constante de novas experimentações, a Cia. de Dança Palácio das Artes lançará, no próximo domingo (20/06), nas redes sociais (Instagram e Facebook) da Fundação Clóvis Salgado, o vídeo “PRIMEIRA – uma poética processual”, obra inspirada em “PRIMEIRAPESSOADOPLURAL”, espetáculo criado em 2015 com direção dos coreógrafos convidados Tuca Pinheiro e Jorge Garcia.

Com direção somente de Tuca Pinheiro, “PRIMEIRA – uma poética processual” é o primeiro vídeo de um projeto que vai reunir outro vídeo coletivo da Cia. de Dança – que será dirigido por Jorge Garcia – e uma intervenção, que será dirigida pelos dois diretores.

“A escolha de revisitar ‘PRIMEIRAPESSOADOPLURAL’, uma obra muito importante na história da CDPA, ocorreu por causa da temática do espetáculo, que fala sobre as formas de coletivos, das relações e da formação de um Brasil diverso, com várias línguas, realidades, cores e diferenças”, revela Cristiano Reis, diretor da Cia. de Dança Palácio das Artes.

Processo de criação

Imagem: Kleber Bassa

A proposta do “PRIMEIRA – uma poética processual”, segundo Tuca Pinheiro, foi resgatar a potência do espetáculo, pensando na atemporalidade que o PRIMEIRAPESSOADOPLURAL possui. “O vídeo trata disso não de uma forma didática ou como se fosse um resumo de seis minutos do espetáculo, mas por meio da imagem dos corpos e da poesia”, observa o diretor.

No entanto, durante a criação do vídeo foram retomados os mesmos princípios corporais trabalhados na construção de PRIMEIRAPESSOADOPLURAL. “O nosso foco não foi concentrar na imagem dos rostos das pessoas e, sim, na potência dos corpos. E isso ficou muito forte desde o começo, pois eu sempre falava com os bailarinos que cada trabalho coreográfico precisa ter a tensão do tipo de corporalidade que será trazido para a cena. Cada processo coreográfico pede um corpo específico. E dramaturgicamente isso é um ponto muito importante que precisa ser discutido”, pontua.

Volta aos palcos

Diferentemente dos outros vídeos produzidos até o momento pela Cia. de Dança Palácio das Artes durante a pandemia, “PRIMEIRA – uma poética processual” foi gravado integralmente dentro de um teatro, no caso, no Teatro João Ceschiatti. “Foi muito emocionante, já que foram exatos um ano e dois meses longe dos palcos”, comemora Cristiano Reis. A gravação do vídeo foi com equipe reduzida e cuidados reforçados para higienização e segurança dos funcionários, cumprindo todos os protocolos de segurança estabelecidos pela Fundação Clóvis Salgado.

Além da direção de Tuca Pinheiro, a obra também contou com direção de cena, câmera e montagem de Kleber Bassa, videomaker. “O Bassa entendeu a proposta de uma forma magnífica, que era fazermos um trabalho artístico já pensado para o ambiente virtual. Então, tanto o olhar da câmera do Bassa quanto a nossa parceria com os bailarinos foram fundamentais para que chegássemos ao resultado que queríamos”, afirma Tuca.

“PRIMEIRA – uma poética processual” possui textos de Cláudia Lobo, Fernando Cordeiro e Naline Ferraz, bailarinos da Cia. de Dança Palácio das Artes. E tem como trilha sonora a canção “Inclassificáveis”, composição de Arnaldo Antunes interpretada por Ney Matogrosso, que também integrou a trilha sonora do espetáculo ‘PRIMEIRAPESSOADOPLURAL.

O vídeo “PRIMEIRA – uma poética processual” integra o projeto #PalácioEmSuaCompanhia e é realizado pelo Governo de Minas Gerais / Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais, pela Fundação Clóvis Salgado, e é correalizado pela Appa – Arte e Cultura. É patrocinado pela Cemig e Unimed-BH / Instituto Unimed-BH¹, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura, além da Usiminas, por meio da Lei Estadual de Incentivo à Cultura, com o apoio do Instituto Usiminas.

¹ O patrocínio da Unimed-BH e do Instituto Unimed-BH é viabilizado pelo incentivo de mais de 5,2 mil médicos cooperados e colaboradores.

CIA DE DANÇA PALÁCIO DAS ARTES – Corpo artístico da Fundação Clóvis Salgado – é reconhecida como uma das mais importantes companhias do Brasil e é uma das referências na história da dança em Minas Gerais. Foi o primeiro grupo a ser institucionalizado, durante o governo de Israel Pinheiro, em 1971, com a incorporação dos integrantes do Ballet de Minas Gerais e da Escola de Dança, ambos dirigidos por Carlos Leite – que profissionalizou e projetou a Companhia nacionalmente. O Grupo desenvolve hoje um repertório próprio de dança contemporânea e se integra aos outros corpos artísticos da Fundação – Orquestra Sinfônica de Minas Gerais e Coral Lírico de Minas Gerais – em produções operísticas e espetáculos cênico-musicais realizados pela Instituição ou em parceria com artistas brasileiros. A Companhia tem a pesquisa, a investigação, a diversidade de intérpretes, a cocriação dos bailarinos e a transdisciplinaridade como pilares de sua produção artística. Seus espetáculos estimulam o pensamento crítico e reflexivo em torno das questões contemporâneas, caracterizando-se pelo diálogo entre a tradição e a inovação.

TUCA PINHEIRO – Pesquisador de dança contemporânea, com foco voltado para dramaturgia, atualmente desenvolve o projeto de metodologia intitulado “A Urgência da Ineficiência e a Errância dos corpos”. Tuca é também um profissional constantemente convidado a coordenar oficinas de criação e ministrar aulas de técnicas contemporâneas de dança no Brasil e no exterior. Assina a direção coreográfica e colaboração dramatúrgica em várias companhias, como nos espetáculos “Sem Lugar” (2002, 1° Ato Grupo de Dança), “Coreografia de Cordel” (2004, Cia. de Dança do Palácio das Artes), “Agô Arêrê (2016, Balé do Teatro Castro Alves de Salvador) e “Primeirapessoadoplural” (2015, Cia. de Dança do Palácio das Artes, em parceria com Jorge Garcia). Foi o bailarino convidado a integrar o elenco do primeiro longa-metragem de dança “Cinzas de Deus” (direção de André Semenza e Fernanda Lippi). Atuou como bailarino em várias companhias: Cia. de Dança do Palácio das Artes, Balé Guaíra, 1° Ato Grupo de Dança, Benvinda Cia de Dança, Meia Ponta Cia de Dança, Zykzyra Physical Theatre, entre outras. Premiado com o Troféu APCA, como colaborador de dramaturgia, no espetáculo “Confete da Índia”, de André Masseno. Atualmente, ocupa a cadeira de representante da dança no Conselho Municipal de Políticas Públicas de BH. Participou como provocador corporal nos vídeos ECO e EM MÃOS, da Cia de Dança do Palácio das Artes, lançados em 2021.