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Cia. de Dança Palácio das Artes estreia “PESSOA” inspirado em “PRIMEIRAPESSOADOPLURAL”

Em 2021, a Cia. de Dança Palácio das Artes celebra 50 anos. Como parte das comemorações, escolheu revisitar “PRIMEIRAPESSOADOPLURAL”, um dos espetáculos mais marcantes do repertório do grupo. No dia 11 de julho, às 10h, pelos perfis do Facebook e Instagram da FCS, será lançado o segundo vídeo inspirado no espetáculo, que recebeu o título de “PESSOA” e tem direção do coreógrafo Jorge Garcia.

Seguindo a proposta do espetáculo, “PESSOA” busca evidenciar a potência individual, bem como a riqueza plural do ser humano. Essa proposta se materializa no vídeo por meio de 19 solos, um para cada bailarino, que se sucedem em um processo contínuo, mostrando a potência individual de cada artista no conjunto da obra.

Antes de “PESSOA”, Tuca Pinheiro já havia dirigido o vídeo “PRIMEIRA – uma poética processual”, também inspirado em “PRIMEIRAPESSOADOPLURAL”. “Jorge Garcia e Tuca Pinheiro que dirigiram juntos o espetáculo “PRIMEIRAPESSOADOPLURAL, em 2015, trazem dialéticas próprias para o desenvolvimento do projeto como um todo. O Jorge tem um olhar mais coreográfico. Já o Tuca é mais provocador. Assim, eles se complementam e formam uma dupla muito interessante”, destaca Cristiano Reis, diretor da Cia. de Dança Palácio das Artes.

O vídeo “PESSOA” integra o projeto #PalácioEmSuaCompanhia e é realizado pelo Governo de Minas Gerais / Secretaria de Estado de Cultura e Turismo, pela Fundação Clóvis Salgado, e correalizado pela Appa – Artes e Cultura. É patrocinado pela Cemig, AngloGold Ashanti  e Unimed-BH / Instituto Unimed-BH¹, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura, além da Usiminas, por meio da Lei Estadual de Incentivo à Cultura, com apoio do Instituto Usiminas.

¹ O patrocínio da Unimed-BH e do Instituto Unimed-BH é viabilizado pelo incentivo de mais de 5,2 mil médicos cooperados e colaboradores.

 

Imagem de “PESSOA” | Crédito: Kleber Bassa

DISCUSSÕES SOCIAIS – De acordo com Jorge Garcia, a inspiração em “PRIMEIRAPESSOADOPLURAL” também se faz presente no novo projeto através da utilização de algumas células coreográficas do espetáculo original, trazidas para a videodança, e da abordagem dos mesmos temas do projeto anterior que continuam pautando discussões atuais da sociedade, como a perda de direitos e a intolerância que permeia as relações das pessoas com as diferenças entre si.

“Esses temas já haviam sido abordados no espetáculo, em 2015, mas continuam muito atuais e precisam ser discutidos. Nós somos plurais. Cada um é de um jeito, tem suas crenças e sua cultura. Essas pessoas formam o plural e quanto mais plurais, mais potentes nós somos.” ressalta Jorge.

 

VÍDEO COMO POTÊNCIA – Para Jorge Garcia, a formatação da dança para o vídeo só enriquece o projeto, além de trazer vantagens. “Essa relação permite potencializar a dança para o vídeo, não como um mero registro, mas de forma pensada para que a câmera mostre o rosto, a mão, o suor mais de perto. E permite também que mais pessoas tenham acesso à dança, porque o vídeo pode chegar a mais pessoas”, analisa.

O diretor ainda destaca que a parceria com o videomaker Kleber Bassa, que assinou a direção de fotografia e a edição do vídeo, é muito relevante para o projeto. “A parceria com o Bassa traz esse olhar cinematográfico que potencializa a dança”, observa.

 

“PRIMEIRAPESSOADOPLURAL” – A partir de uma proposta ousada e desafiadora, que reuniu, além de 20 bailarinos cocriadores, dois coreógrafos na direção do mesmo espetáculo, a Cia. de Dança Palácio das Artes (CDPA) estreou em 2015 “PRIMEIRAPESSOADOPLURAL”, que, em razão de toda a sua potência, tornou-se um dos trabalhos mais significativos do grupo. Com direção de Jorge Garcia e Tuca Pinheiro, a obra mergulhou em duas temáticas que permanecem atuais e repletas de desdobramentos: um coletivo que se organiza a partir do caos e a formação diversa do povo brasileiro. “O PRIMEIRAPSSOADOPLURAL fala de gênero, origem, etnia e de diferenças”, observa Cristiano Reis, diretor da CDPA.

 

CIA DE DANÇA PALÁCIO DAS ARTES – Corpo artístico da Fundação Clóvis Salgado – é reconhecida como uma das mais importantes companhias do Brasil e é uma das referências na história da dança em Minas Gerais. Foi o primeiro grupo a ser institucionalizado, durante o governo de Israel Pinheiro, em 1971, com a incorporação dos integrantes do Ballet de Minas Gerais e da Escola de Dança, ambos dirigidos por Carlos Leite – que profissionalizou e projetou a Companhia nacionalmente. O Grupo desenvolve hoje um repertório próprio de dança contemporânea e se integra aos outros corpos artísticos da Fundação – Orquestra Sinfônica de Minas Gerais e Coral Lírico de Minas Gerais – em produções operísticas e espetáculos cênico-musicais realizados pela Instituição ou em parceria com artistas brasileiros. A Companhia tem a pesquisa, a investigação, a diversidade de intérpretes, a cocriação dos bailarinos e a transdisciplinaridade como pilares de sua produção artística. Seus espetáculos estimulam o pensamento crítico e reflexivo em torno das questões contemporâneas, caracterizando-se pelo diálogo entre a tradição e a inovação.

 

Jorge Garcia – Em 1991, iniciou seus estudos em Recife. Em 1995, entrou para a Cisne Negro Cia. de Dança, sediada em São Paulo. Dois anos mais tarde, foi para o Balé da Cidade de São Paulo, onde, além de atuar como bailarino, coreografou as seguintes peças: Divinéia (2001), Desatino do Norte Desatino do Sul (2003), R.G (2006), T.A.T.O. (2012) e Árvore do Esquecimento (2015). Em 2002, coreografou também para o filme “Carandiru”, com direção de Hector Babenco. Em 2005, criou a Jorge Garcia Companhia de Dança. Juntamente com outros artistas-criadores do grupo GRUA – Gentlemen de Rua, há vários vem desenvolvendo um trabalho de pesquisa de improviso, vídeo e performances nas ruas de grandes metrópoles, como São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Londres, Paris, entre outras. No ano de 2016, o GRUA realizou o projeto NAVEGANTES, que apresentou intervenções em cidades no curso do Rio São Francisco.