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PERCURSO MODERNISTA – MOSTRA FOTOGRÁFICA E CICLO DE DEBATES

Curadorias contextualizam o protagonismo e o significado da participação de Minas Gerais no Movimento Modernista Brasileiro

O Modernismo como trajetória histórica e cultural é fonte rica e inesgotável: deve ser vivenciado, revisitado, apreciado e preservado. Essa premissa dá o tom de um caminho inédito traçado para o projeto Percurso Modernista, que proporcionará ao visitante da Grande Galeria Alberto da Veiga Guignard, entre os dias 15 de março e 10 de abril de 2022, um mergulho na trajetória do movimento artístico mais marcante do século XX no Brasil. No total, 22 foto-reproduções serão envolvidas por uma linha do tempo, concebida como um caminho a ser percorrido, vivenciado e apropriado pelo público. As imagens apresentam diversos acontecimentos, obras e curiosidades marcantes, estabelecendo um panorama amplo da participação e influência de intelectuais e artistas mineiros no Modernismo, como Carlos Drummond de Andrade, Rodrigo Melo Franco de Andrade e Cyro dos Anjos, entre outros.

O projeto expográfico da mostra permite que o visitante percorra diferentes espaços na Grande Galeria Alberto da Veiga Guignard. Inaugurando o trajeto, o público passará pela Mostra fotográfica Percurso Modernista, organizada em uma grande linha do tempo que apresenta um rico percurso de conhecimento pelo Movimento Modernista. Logo em seguida, um setor da galeria é reservado a atividades educativas do Centro de Formação Artística e Tecnológica – Cefart, além de intervenções artísticas de dança e música com participação do Coral Lírico de Minas Gerais, da Cia de Dança Palácio das Artes e de professores e coletivos do Cefart. O visitante encontrará ainda uma sala especial onde ocorrerá o Ciclo de Debates e exibição de vídeos do Festival Villa-Lobos, iniciativa da produtora cultural Carminha Guerra, que reuniu representantes da música instrumental mineira, como Gilvan de Oliveira, Família Barros, Patrícia Valadão, Celso Faria e Mauro Rodrigues, dentre outros, para homenagear o compositor, principal nome do modernismo brasileiro na música.

Percurso Modernista, projeto que integra o programa O Modernismo em Minas Gerais, tem curadoria do pesquisador Epaminondas Bittencourt, celebra o centenário da Semana de Arte Moderna de 1922, em uma parceria entre Governo de Minas Gerais, Secretaria de Estado de Cultura e Turismo, Fundação Clóvis Salgado, Ministério Público de Minas Gerais e APPA Arte e Cultura. O projeto também contará com o Ciclo de Debates O Percurso Modernista em Minas Gerais: Cenas e Contextos, que engloba sete mesas redondas com especialistas e pesquisadores do modernismo no Brasil. O Ciclo de Debates acontecerá na Grande Galeria, sempre às 19h, com transmissão ao vivo pelo Canal da FCS no YouTube. 

Há cem anos – as primeiras décadas do século XX foram marcadas por profundas transformações sociais e culturais. O crescimento da sociedade industrial, os avanços revolucionários na tecnologia e a rápida urbanização geraram novas expressões no domínio das artes, da cultura e do senso estético, abarcando, de modo amplo, as relações humanas, os modos de viver e as paisagens urbanas em constante transformação.

Minas Gerais: modernismo revisto – na Semana de 1922, dois mineiros estiveram presentes apresentando seus trabalhos: a pintora de Belo Horizonte Zina Aita (1900 – 1967) e o poeta de Montes Claros Agenor Barbosa (1896 – 1976). Aita tinha realizado sua primeira exposição individual em Belo Horizonte em 1920. A jovem capital mineira vivia uma efervescência cultural proporcionada por uma geração diferenciada e incomodada com as grandes transformações sociais e urbanas. Eram comuns os encontros diários na Rua da Bahia, no Bar do Ponto, nas livrarias, no Café Estrela, na Universidade e nos logradouros públicos. Entre os seus diversos integrantes, estavam Carlos Drummond de Andrade, Pedro Nava, Francisco Campos, Milton Campos, Abgar Renault, Mário Casasanta, Gustavo Capanema, Juscelino Kubitschek, Rodrigo Melo Franco de Andrade, Emílio Moura, Cyro dos Anjos, Ascânio Lopes, Gabriel Passos e João Alphonsus de Guimaraens. Durante a década de 1920, eles seriam responsáveis pelo lançamento de publicações e expressões culturais de grande relevância, como “A Revista” e “Leite Criôlo”, em Belo Horizonte, as revistas “Verde”, em Cataguases, e a “A Montanha”, em Ubá. 

Nas décadas seguintes, as grandes transformações de Belo Horizonte seriam estendidas para todo o Brasil nos variados domínios das artes, influenciando a cultura brasileira via relações construídas na cidade e no estado na década de 1920. É o caso da construção da política educacional, cultural, do reconhecimento e preservação do patrimônio histórico e artístico nacional até a revolução no urbanismo e na arquitetura sintetizadas no Conjunto Moderno da Pampulha, na década de 1940, e na construção de Brasília, na década de 1960.

O programa O Modernismo em Minas Gerais é financiado com recursos do Fundo Especial do Ministério Público do Estado de Minas Gerais (FUNEMP) e executado por meio do Contrato de Gestão com a APPA. O FUNEMP busca, além de aperfeiçoar as funções institucionais do Ministério Público, caso da modernização e obtenção dos meios necessários para o combate ao crime organizado, a reconstituição de bens lesados e a proteção do patrimônio público e social, do meio ambiente e de outros interesses difusos e coletivos, dar suporte financeiro a programas, projetos e ações de interesse social. O valor de R$ 2,470 milhões investidos no programa O Modernismo em Minas Gerais se soma aos investimentos orçamentários do Governo do Estado e de outros importantes parceiros privados da Fundação Clóvis Salgado.

CICLO DE DEBATES

O Percurso Modernista em Minas Gerais: Cenas e Contextos 

Com curadoria de Luciana Féres, o Ciclo irá discutir e registrar o protagonismo e o significado da participação de Minas Gerais no Movimento Modernista, refletindo sobre seus desdobramentos até a contemporaneidade. Conceitualmente concebido em uma perspectiva multidisciplinar, histórica e crítica para discutir e entrelaçar o passado, o presente e apontar para o futuro, a proposta pretende desvelar e aprofundar as reflexões sobre o Modernismo. 

Os debates vão acontecer na Grande Galeria Alberto da Veiga Guignard, sempre às 19h e com transmissão ao vivo pelo Canal da FCS no YouTube, conforme programação abaixo:

 

21/03, segunda-feira

Mesa de abertura e mesa redonda 1

Contexto e Cenas da Modernidade Brasileira: Cidade e Sociedade

 

22/03, terça-feira

A Cena Urbana Moderna: Arquitetura e Patrimônio Cultural

 

24/03, quinta-feira

A Cena Moderna: Artes Visuais

 

25/03, sexta-feira

A Cena moderna: Música e Artes Performáticas

 

29/03, terça-feira

A Cena Moderna: Literatura

 

30/03, quarta-feira

A Cena Moderna: o Cinema e a Fotografia

 

31/03, quinta-feira – Encerramento

O legado do Modernismo e a cena contemporânea

 

INTERVENÇÕES ARTÍSTICAS

 

16/03 – (quarta-feira) – 17h – Cefart 

OCUPAÇÃO MODERNISTA CEFART

Escolas de Tecnologia da Cena e de Teatro 

Apresentação de Radionovela ao vivo, adaptada da obra “Ópio de Cor”, escrita por Pagu (Patrícia Galvão), feminista ícone do Modernismo Brasileiro. A radionovela, inspirada nos títulos que eram produzidos pelas rádios Inconfidência e Nacional nos anos 1950, possui direção de Geraldo Octaviano e Tomáz Mota, e atuação de Allan Andrade, Carmem Marosa, Douglas, Ellen Carolina e Y.UMI. Esta atração também é dedicada à primeira transmissão radiofônica no Brasil, que ocorreu em 1922.

 

17/03 – (quinta-feira) – 15h 

OCUPAÇÃO MODERNISTA CEFART

Escola de Música 

Apresentação dos alunos da Escola de Música – Turma de Percussão.

 

18/03 – (sexta-feira) – 12h 

SARAU LÍRICO – Coral Lírico de Minas Gerais

Dieu! qu’il la fait bon regarder, Claude Debussy |  Yet doth the Lord see it not e  Lord! Bow Thine ear to our prayer, do oratório Elias, de Felix Mendelssohn | Duas lendas ameríndias, As costureiras e Pater Noster, de Heitor Villa-Lobos. 

A canção Dieu! qu’il la fait bon regarder! é o primeiro movimento da obra “Trois chansons”, de Debussy. Os coros Yet doth the Lord see it not e  Lord! Bow Thine ear to our prayer fazem parte do oratório, Mendelssohn. E, para terminar, obras de Heitor Villa- Lobos: Duas lendas ameríndias, As costureiras e Pater Noster.

 

19/03 – (sábado) –  16h 

OCUPAÇÃO MODERNISTA CEFART

Escola de Música 

Roda de Conversa: A Semana de Arte Moderna (1922) e outros modernismos na música.

Prof. Diego D’Almeida (ESMU-UEMG e CEFART) e Prof. Loque Arcanjo (ESMU-UEMG). 

 

25/03 – (sexta-feira) – 18h

HOJE 730 – Cia de Dança Palácio das Artes 

Fruto de um encontro de três dias com Fernanda Lippi a Cia de Dança Palácio das Artes, compartilha com o público as reverberações dessa parceria. Reaprendendo uma nova realidade pós-lockdown: a presença física, espacial e afetiva nos corpos de hoje nos leva a reflexão e a readaptarmos ao pós-distanciamento, pós-isolamento, pós-temor: um momento de muitas incertezas, um ‘inimigo invisível’. Entendendo a visceralidade como algo profundo, arraigado e vital; como uma qualidade que não separa aquilo que chamamos de alma daquilo que é o nosso corpo vivido. Formada na técnica de atuação Meisner no Actors Temple Londres, essa é a primeira vez que Fernanda Lippi utiliza essa técnica com bailarinos.

 

31/03 – (quinta-feira) – 18h

HOJE 730 – Cia de Dança Palácio das Artes 

Intervenção de Dança. 

 

5, 6 e 7/04 – (de terça a quinta-feira) – 19h

FESTIVAL VILLA-LOBOS

Exibição de vídeos reunindo representantes da música instrumental mineira, como Gilvan de Oliveira, Família Barros, Patrícia Valadão, Celso Faria e Mauro Rodrigues, dentre outros, para homenagear o compositor, principal nome do modernismo brasileiro na música.

 

8/04 (sexta-feira) – 17h

OCUPAÇÃO MODERNISTA CEFART

Escola de Artes Visuais 

Palestra: Viagem e Modernismo / Professor: Alexandre Ventura

Uma abordagem sobre 4 viagens de Mário de Andrade, as relações com o modernismo brasileiro, seu projeto estético, a missão de se construir uma identidade nacional e os desdobramentos na vida cultural, política e artística brasileira. Serão analisadas as viagens a Minas Gerais em 1919 e 1924; as viagens ao Norte do Brasil, em 1927, e ao Nordeste, em 1928-1929.