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Institucional

APPA CELEBRA DIA INTERNACIONAL DA VISIBILIDADE TRANS

Com foco em sua política de diversidade, a Associação Pró-Cultura e Promoção das Artes vai promover um encontro e debates dentro das comemorações do Dia Internacional da Visibilidade Trans com Isadora Sodré, a primeira mulher trans musicista da Orquestra Sinfônica de Minas Gerais 

Com expressão nacional nos segmentos da cultura e de patrimônio, a APPA sempre pautou suas ações e projetos promovendo a inclusão social e cultural, respeitando e valorizando a diversidade em seu público e em sua programação. 

Neste ano, de forma inédita, a APPA vai celebrar o Dia Internacional da Visibilidade Trans com um evento interno, um grande encontro pela plataforma meet, com convidados que abordarão e debaterão sobre questões que permeiam a desigualdade de gênero, traçando um paralelo com a questão da transgeneridade. 

O encontro

O evento virtual contará com uma palestra de Isadora Sodré, fagotista na Orquestra Sinfônica de Minas Gerais e mulher trans, que abordará todo o seu processo de transição e as dificuldades em se estabelecer no mercado de trabalho no mundo atual.

Com 29 anos de idade, Isadora é licenciada em música pelo Centro Universitário Metodista Izabela Hendrix. Estudou fagote na Universidade Estadual de Minas Gerais e no curso do Palácio das Artes. Bacharelanda em Fagote pela Universidade Federal de Minas Gerais, Isadora atua há 8 anos como professora de flauta doce e musicalização em escolas de Belo Horizonte e região metropolitana, além de ser professora de fagote no projeto Vallourec. Concursada na Orquestra Sinfônica de Minas Gerais em 2021 e educadora por formação, Isadora é natural de Vespasiano, município da Grande Belo Horizonte. 

Sobre seu processo de transição, Isadora conta que desde cedo se entendia como trans (mesmo que ainda não conhecesse o termo), mas que devido às escassas referências de pessoas trans na época, acabou por se assumir somente quando adulta. Ela relata uma juventude mergulhada nos estudos como modo de refúgio e caminho para conquistar independência e respeito, o que culminaria na sua transição: “você tem que lidar com suas questões na vida adulta porque na infância ninguém olha pra você”.

A musicista também exemplifica como o mercado de trabalho é um espaço ainda muito restrito para pessoas trans, ao lembrar que foi demitida de uma escola em que lecionava música após se assumir como mulher trans, “estando lá de uma outra forma, a escola me aceitava muito bem (…) quando eu decidi que era o momento certo de transicionar (…) depois de quase oito anos, fui demitida”.

Dentro da Orquestra Sinfônica de Minas Gerais, a fagotista já havia participado de concertos antes de sua transição e, por isso, carregava algumas inseguranças sobre como seria sua recepção pelos colegas que já a conheciam. Isadora conta que ao se revelar como trans para o maestro da Orquestra, recebeu apoio, com o maestro declarando que “eu seria uma musicista mais íntegra ao ser quem eu realmente era”, lembra.

O Encontro da Diversidade Trans com Isadora Sodré será no dia 31 de março, às 11h.

O Comitê de Diversidade e Inclusão da APPA

Após criar o Comitê da Diversidade e Inclusão dentro de sua estrutura administrativa no ano de 2021, a APPA produziu uma cartilha educativa elucidativa batizada de “Cartilha de Termos e Expressões e Contexto Histórico”, que aborda quatro recortes sociais: pessoas com deficiência, desigualdade racial e de gênero, e grupo LGBTQIA+, visando à disseminação entre seus colaboradores de uma linguagem mais inclusiva, além de informar sobre as pautas e reivindicações desses grupos, historicamente oprimidos e muitas vezes marginalizados. 

Todo esse processo tem como objetivo promover o respeito e valorizar a diversidade em seu quadro de colaboradores e de seu público. Como resultado de sua Cartilha e de sua política de valorizar a diversidade, a APPA vai realizar também uma campanha – por meio de seu Comitê de Diversidade – com informativos em suas redes sociais

A Campanha Dia Internacional da Visibilidade Trans da APPA será um encontro virtual para promover o debate e abordar questões referentes à desigualdade de gênero e a respeito de pessoas trans, contando com a participação de Isadora Sodré, que além de integrante do Comitê da APPA é também a primeira mulher trans musicista da Orquestra Sinfônica de Minas Gerais.