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VISIBILIDADE TRANS É TEMA DE ENCONTRO COM COLABORADORES DA APPA

Com foco em sua política de diversidade, a Associação Pró-Cultura e Promoção das Artes promoveu um encontro e debates dentro das comemorações do Dia Internacional da Visibilidade Trans com Isadora Sodré, a primeira mulher trans musicista da Orquestra Sinfônica de Minas Gerais

O Comitê da Diversidade e Inclusão da APPA promoveu, no último dia 31 de março, um encontro virtual com os colaboradores para celebrar o Dia Internacional da Visibilidade Trans. A data também foi lembrada por meio de uma campanha nas redes sociais da Associação, apresentando a causa e diferentes figuras de Belo Horizonte que fazem parte desse grupo.

Com o tema “Desigualdade de gênero e a Transgeneridade’’, o encontro foi um espaço aberto para informar o público sobre questões relativas às pessoas trans e travestis, bem como sobre as diferentes representatividades dessa parcela da população. Na ocasião, foram discutidas ainda outras manifestações de minorias e as dificuldades que enfrentam no dia a dia. Fizeram parte da pauta debates que circundam a temática trans, como a luta por direitos das mulheres e questões ligadas à raça.

A diretoria da APPA esteve presente no encontro, incluindo o presidente Xavier Vieira. Para o diretor financeiro da Associação, Guilherme Domingos, essa foi uma rica oportunidade para abordar a representatividade – conceito que, segundo ele, está entre as preocupações dos diretores. “O que nós discutimos aqui hoje é uma pauta que não vai se esgotar. A diretoria está atenta a essas questões e vamos continuar debatendo a respeito da diversidade na APPA”.

Isadora Sodré, primeira mulher trans musicista da Orquestra Sinfônica de Minas Gerais, deu seu depoimento, revelando as dificuldades e obstáculos que sofreu ao longo do seu processo de transição. A fala da fagotista foi recebida com muita atenção pelos colaboradores da APPA. Tatiane Corrêa, gerente de promoção do Palácio da Liberdade, classificou o aprendizado durante o evento como revolucionário. Já Luciana Veloso, gerente de projetos, apresentou outras iniciativas sensíveis a questões de gênero realizadas pelos parceiros da APPA. “A Fundação Clóvis Salgado recorrentemente organiza eventos com um olhar voltado para a diversidade. A mostra Clássicas, por exemplo, trouxe filmes dirigidos apenas por mulheres”, exemplificou.

Priscila Fiorini, também gerente de projetos, lembrou o evento Afromineiridades, realizado em parceria com o Iepha-MG em março, e que se constituiu como um espaço para discutir a proteção da cultura afro em Minas Gerais.

O Comitê de Diversidade e Inclusão da APPA

Após criar o Comitê da Diversidade e Inclusão dentro de sua estrutura administrativa no ano de 2021, a APPA produziu uma cartilha educativa elucidativa batizada de “Cartilha de Termos e Expressões e Contexto Histórico”, que aborda quatro recortes sociais: pessoas com deficiência, desigualdade racial e de gênero, e grupo LGBTQIA+, visando à disseminação entre seus colaboradores de uma linguagem mais inclusiva, além de informar sobre as pautas e reivindicações desses grupos, historicamente oprimidos e muitas vezes marginalizados.

Todo esse processo na dinâmica da APPA tem como objetivo promover o respeito e valorizar a diversidade no quadro de colaboradores e em seu público externo.