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Cultura

CINE HUMBERTO MAURO EXIBE MOSTRA DEDICADA AO ICÔNICO CINEASTA PETER BOGDANOVICH

Entre os dias 15 de abril e 8 de maio, a Fundação Clóvis Salgado, por meio do Cine Humberto Mauro, exibe uma mostra inédita em homenagem ao icônico cineasta norte-americano Peter Bogdanovich. A programação percorre por diversos filmes relevantes da carreira do diretor e, consequentemente, da história do cinema. 

Falecido em janeiro de 2022, Peter Bogdanovich marcou a história do cinema como um dos grandes autores e historiadores da sétima arte. O norte-americano é também reconhecido como um dos maiores nomes na busca pela preservação da história do cinema, realizando grandiosos trabalhos de repertório de crítica e resgate cinematográficos ao longo de sua trajetória. A mostra homenageia a célebre carreira do diretor, exibindo os seus filmes de maior destaque em conjunto com obras clássicas dos gêneros Screwball Comedy, melodrama e faroeste.

O público também terá a oportunidade de conferir as tradicionais sessões Cinema e Psicanálise e História Permanente do Cinema, seguidas de debates presenciais e online no canal do Youtube da Fundação Clóvis Salgado. Com entrada gratuita, os ingressos serão distribuídos durante o horário de funcionamento da bilheteria, no dia de cada sessão, com lotação máxima do cinema de 133 lugares, além de quatro espaços reservados para cadeirantes.

Ministério do Turismo, Governo de Minas Gerais e Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais, por meio da Fundação Clóvis Salgado, apresentam a mostra Homenagem a Peter Bogdanovich que tem correalização da APPA – Arte e Cultura, patrocínio master da Cemig, ArcellorMittal, Unimed BH, Instituto Unimed-BH¹, AngloGold Ashanti e Usiminas, por meio das Leis Estadual e Federal de Incentivo à Cultura, além do apoio cultural do Instituto Hermes Pardini. 

¹O patrocínio do Instituto Unimed-BH é viabilizado pelo incentivo de mais de cinco mil médicos cooperados e colaboradores.

A Fundação Clóvis Salgado é integrante do Circuito Liberdade, complexo cultural sob gestão da Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais (Secult) que reúne diversos espaços com as mais variadas formas de manifestação de arte e de cultura em transversalidade com o turismo. 

Nova Hollywood – Bogdanovich fez parte de uma geração de realizadores que também eram estudiosos e pensadores da sétima arte, abordando em seus filmes homenagens à história do cinema, além de inovações e aprimoramentos no objeto da linguagem. A relevância de Bogdanovich para a história do cinema é muito ligada à geração da Nova Hollywood. Ele fazia parte do conjunto de cineastas que ajudou a mudar a cara dos filmes que estavam sendo feitos em Hollywood, que vinha de uma grande crise nos anos 1960. A partir daí, existiram diversas vanguardas cinematográficas que mudaram a perspectiva do Cinema Clássico. Essa geração tem a característica de ser cinéfila, de refletir e escrever sobre cinema e depois realizar seus próprios filmes, sempre em um tom de homenagem ao cinema e de atualização dos novos tempos, que decorriam de diversas mudanças sociais. Dentro dessa linhagem, o Bogdanovich é um dos mais lembrados. Muito por seu trabalho de resgate cinematográfico, de organização de retrospectivas, além de entrevistas com cineastas que não eram tão reconhecidos, colocando-os no patamar de autores. Ele possuía essa visão do diretor de cinema como autor, algo que surgiu muito nos anos 1960”, explica Vítor Miranda, da Gerência do Cine Humberto Mauro.

Relevância contemporânea – O diretor coleciona uma série de admiradores emblemáticos do cinema contemporâneo. Nomes como Wes Anderson e Quentin Tarantino são fãs confessos e desfrutam dos ensinamentos deixados pelo cineasta na produção de seus próprios filmes. Para Vítor Miranda, a geração de Bogdanovich é a conexão entre o cinema clássico e o contemporâneo. “Os diretores contemporâneos que são influenciados por essa geração, especificamente, pelo Bogdanovich, como Wes Anderson, Quentin Tarantino e Noah Baumbach, são diretores extremamente inspirados por essa ponte entre o Cinema Clássico e o cinema contemporâneo. Neste ano de seu falecimento, muitos diretores manifestaram-se a respeito, dizendo o quanto a carreira do cineasta foi importante para os seus próprios filmes. Ele continua extremamente relevante para quem gosta de cinema, muito porque pertenceu à Nova Hollywood, uma geração que até hoje é imensamente celebrada”, cita Vítor. 

Filmes que contam a história do cinema – A programação da mostra percorre filmes extremamente relevantes e imprescindíveis para a história do cinema. Buscando não apenas homenagear os feitos de Bogdanovich como diretor, mas também como um grande pesquisador e crítico que se empenhava na preservação e restauração da arte. “Além de exibir os seus principais filmes, também vamos fazer uma homenagem ao seu trabalho como historiador, crítico e cinéfilo. Vamos fazer algumas sessões combinadas com seus filmes e como eles dialogam com o Cinema Clássico e com filmes que ele era muito fã, além de filmes que o inspirou a fazer os seus próprios. Bogdanovich também possui filmes de terror, além de partir para uma linha da Screwball Comedy e do melodrama, sempre com tom nostálgico, de referências a outras épocas cinematográficas e a diretores que ele admirava. A mostra também possui um documentário que ele realizou sobre John Ford, além de filmes dele que foram pouco vistos e comentados. Também vamos exibir os grandes destaques da sua carreira, como ‘A Última Sessão de Cinema’, ‘Lua de Papel’ e ‘Essa Pequena é uma Parada’. Também há filmes que ele realizou que não necessariamente foram sucesso de público, mas que estão sendo redescobertos hoje em dia. Depois que Bogdanovich faleceu, existe esse movimento de retornar e pensar a obra dele com o mundo de hoje e com outro viés”, finaliza Vítor Miranda. 

Debates e sessões comentadas – As tradicionais sessões dos encontros Cinema e Psicanálise e História Permanente do Cinema também estão presentes na mostra. As sessões comentadas iniciam-se no dia 25 de abril (segunda-feira), às 19h, com um encontro on-line abordando o longa Duas Vidas (1939), de Leo McCarey, através do canal do YouTube da FCS, com a presença de Vítor Miranda. 

No dia 28 de abril (quinta-feira), às 17h, a mostra conta com um debate presencial, no Cine Humberto Mauro, do filme Rio Vermelho (1948), de Howard Hawks. Já no dia 2 de maio (segunda-feira), os encontros do HPC encerram-se com a sessão comentada d’A Face Oculta (1961), de Marlon Brando, através do canal do YouTube da FCS, com a presença de Wallace Andrioli. A mostra também conta com uma sessão presencial do tradicional Cinema e Psicanálise, no dia 6 de maio (segunda-feira), às 19h, no Cine Humberto Mauro, com debate e comentários após a sessão do clássico Laranja Mecânica (1971), de Stanley Kubrick, com a presença de Antônio Teixeira.