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Cultura

APPA CELEBRA DIA INTERNACIONAL DO JAZZ

Para celebrar o Dia Internacional de Jazz, a APPA – Arte e Cultural foi agraciada com a apresentação exclusiva de um de seus colaboradores, o pianista e arranjador Fred Natalino, executando um clássico do jazz, o standard “There Will Never Be Another You”

Formado em piano clássico pelo Conservatório Brasileiro de Música do Rio de Janeiro, Fred Natalino possui graduação e mestrado pela Escola de Música da UFMG. Ao mesmo tempo em que se aprofundava na formação clássica, Fred Natalino alimentava seu interesse na execução do jazz e da música popular, além de ter estudado arranjo e orquestração. Sua formação sempre passeou entre os diversos universos da música. 

Atualmente, Fred Natalino se divide em trabalhos que convergem as múltiplas linguagens musicais, produzindo arranjos de canções populares para orquestra, adaptando peças clássicas para o universo da música popular. 

Sobre a conexão do jazz com a música clássica, Fred Natalino lembra que “embora sejam linguagens musicais consideradas distintas, o jazz e a música erudita possuem diversos pontos de convergência. Ao longo do século XX, músicos de jazz sempre estiveram atentos ao desenvolvimento da chamada música erudita e procuraram se utilizar dela como base para suas composições e arranjos. Da mesma maneira, compositores de formação erudita também manifestaram interesse recíproco pela linguagem e sonoridade do jazz. Além disso, uma grande parte dos músicos de jazz passaram pela escola clássica durante seu período de formação e possuem qualificação técnica semelhante à de músicos de orquestra. Podemos afirmar, portanto, que ambos os universos se desenvolveram e se influenciaram mutuamente”.

Sobre essa proximidade do jazz com o clássico, Fred Natalino lembra que “podemos citar algumas obras célebres que dialogam entre as linguagens erudita e popular, como as peças “História do soldado”, “Ragtime para onze instrumentos” e “Piano-rag music”, do compositor russo Igor Stravinsky, referência o jazz do final da década de 1910. Nos anos seguintes, George Gershwin compõe as conhecidas “Rhapsody In blue”, “An American in Paris” e a ópera “Porgy and Bess”, que passeiam pela sonoridade dos musicais da Broadway e do jazz das décadas de 1920 e 1930. Além disso, muitas big bands, formações instrumentais típicas do jazz, adaptaram obras do universo erudito, como a orquestra de Tommy Dorsey, que arranjou os temas de “Song of India” (Rimsky-Korsakov) e “Liebstraum” (Franz Liszt); e a orquestra de Duke Ellington, ao citar os temas do balé “Quebra-Nozes” (Tchaikovsky)”, finaliza o pianista Fred Natalino.

Para assistir a performance de Fred Natalino, acesse o link no canal da APPA no YouTube: www.youtube.com/watch?v=4CfVn0mqwnY