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“22: A SEMANA DE ONTEM, OS AFETOS DE HOJE” | SARAU MULTILINGUAGENS | MODERNISMO EM MINAS GERAIS

27/05/22 – 28/05/22

Sala Juvenal Dias, Galeria Aberta Amilcar de Castro e Café do Palácio das Artes

Os principais movimentos de vanguarda do mundo sempre prezaram pela confluência artística em suas concepções. Não foi diferente com o Modernismo. A Semana de Arte Moderna de 1922, principal marco simbólico da corrente modernista brasileira, contou com diversas manifestações das artes em seu corpo, como artes plásticas, escultura, música, entre outras. A literatura do período também andou lado a lado com outras manifestações artísticas. O poeta e romancista Oswald de Andrade também era dramaturgo. Além de escritor, Mario de Andrade era fotógrafo e compositor. O poeta e prosador Murilo Mendes atuava ainda como crítico de artes plásticas e foi amigo de Guignard e de Ismael Nery, ambos o retrataram em tela. Com esse espírito de entrelaçamento artístico, o Palácio das Artes promove nos dias 27 e 28 de maio o Sarau multilinguagens “22: A SEMANA DE ONTEM, OS AFETOS DE HOJE”. O evento, que tem curadoria do poeta Renato Negrão, faz parte do programa O Modernismo em Minas Gerais, que até o fim deste ano celebra o movimento mais pungente de nossas artes, que se desdobrou em inúmeras outras vanguardas, como o Tropicalismo, a Poesia Concreta, o Teatro Oficina e o Cinema Novo.

Com uma extensa programação, o evento vai contar com exposição, instalação, performance, videoarte, feira independente de livros e, é claro, um sarau com nomes relevantes da cena contemporânea brasileira. “O desenho curatorial busca, na prática, dar conta da fricção do movimento modernista, evocando, a um só tempo, movimentos contínuos – naquilo que as cosmovisões indígenas e afrodiaspóricas prezam nos seus laços ancestrais – e descontínuos – naquilo que o movimento de 22 foi capaz de romper, com genialidade, rigor crítico, irreverência, iconoclastia, limites e contradições“, explica Renato Negrão.

Dentre os convidados estão os poetas Nelson Maca, Rafael Fares, JoMaka, Brisa Alkimin, Luscas Gonçalves, Menino Jazz, Coletivoz, e Iza Reys e Anarvore, do coletivo Afrolíricas. Na música, a convidada é a DJ Black Josie e o grupo 37Graus, que convida o poeta pernambucano Marcelino Freire para um show literomusical.

O sarau multilinguagens acontece na Sala Juvenal Dias. Já a exposição “Poeta Encontra Saída”, do poeta Daniel Minchoni, e a Instalação “Saída Game”, do poeta Arthur Moura Campos, podem ser conferidas na Galeria do Café. A Feira de Publicação Independentes, com curadoria de Wallison Gontijo e João Perdigão, acontece no dia 28 de maio, a partir das 10h, na Galeria Aberta Amilcar de Castro. O evento é gratuito, com retirada dos ingressos na bilheteria do Palácio das Artes.

PROGRAMAÇÃO

22: A SEMANA DE ONTEM, OS AFETOS DE HOJE” – SARAU MULTILINGUAGENS, curadoria do poeta Renato Negrão

 27 DE MAIO DE 2022

18h30 – Exposição POETA ENCONTRA SAÍDA, de Daniel Minchoni

Instalação SAÍDA GAME, de Arthur Moura Campos

Local: Galeria do Café – Palácio das Artes

 19h – Sarau Multilinguagens

  • Performance – Brisa Alkimin
  • Música – DJ Black Josie
  • Vídeo – Daniel Minchoni
  • Poesia – Coletiva Afrolíricas (Iza Reys, Anarvore); JoMaka; Menino Jazz; Rafael Fares; Nelson Maca; Daniel Minchoni, 37 Graus convida Marcelino Freire

Local: Sala Juvenal Dias – Palácio das Artes

 28 DE MAIO DE 2022

10h às 18h – Feira de Publicações Independentes – curadoria de Wallison Gontijo e João Perdigão

Local: Galeria Aberta Amilcar de Castro – Palácio das Artes

 Participantes:

  • Impressões de Minas
  • Alecrim
  • SQN
  • ALMA (Ateliê de Livros Mal-criados)
  • Phonte 88
  • Quixote
  • Quintal
  • Relicário
  • Catapoesia cartonera
  • 62 Pontos
  • 1000 Contra
  • A Zica
  • Algaraviada
  • Conceito Editorial
  • Editora Tona
  • História Viva
  • Line Lemos
  • La Cruz/De Merda

10h – Exposição POETA ENCONTRA SAÍDA, de Daniel Minchoni

Instalação SAÍDA GAME, de Arthur Moura Campos

Local: Galeria do Café – Palácio das Artes

19h – Sarau Multilinguagens

  • Performance – Luscas Gonçalves
  • Música – DJ Black Josie
  • Vídeo – Daniel Minchoni
  • Poesia – ColetivoZ (Karine Bassi, Joi Gonçalves, Leandro Zere, Thamara Selva, Deia Anjo de Cristal, BruSté, Dudu, Luiz Souza, Dione Machado); Nelson Maca; Daniel Minchoni, 37 Graus convida Marcelino Freire

Local: Sala Juvenal Dias – Palácio das Artes

CURADORIA

RENATO NEGRÃO

Foto: Ronald Jesus

Nasceu em 1968 em Belo Horizonte, cidade onde reside. É poeta, compositor, artista visual e arte educador. O artista publicou os livros de poesia Odisseia a Vácuo; Vicente Viciado; Dragões do Paraíso; No Calo; dentre outros.

 

ARTISTAS

ARTHUR MOURA CAMPOS

Foto: Gustavo Montovani

 

 

 

Poeta, designer e arquiteto. A instalação “Saída Game” é um projeto multimídia que envolve poesia, arquitetura e design. A obra consiste em um jogo poético que reinventa as percepções do espaço e da palavra em uma plataforma interativa.

 

 

 

 

 

 

DANIEL MINCHONI

Foto: Renato Nascimento

 

Poeta e artista da fala, artista intermeios ou 720, como costuma dizer. A mostra “Poeta encontra saída” apresentsa trabalhos realizados na quarentena, quando o artista entendeu que seu corpo em performance era corpo virtual. A partir da retomada dos espaços presencias, os poemas visuais que outrora se mostravam virtualmente, ganham nova materialidade sendo mostrados como telas, esculturas, cartazes e afins, expandindo a poesia.

 

 

 

BRISA ALKIMIN

Foto: Acervo pessoal

 

 

 

A artista escreve sobre o limbo do desejo e da melancolia. Narra o erotismo e o afeto, bem como a ausência desses elementos e sensações. No bordado, sempre trabalhado em linhas vermelhas, resgata a história de suas vivências através da denúncia. Por meio da performance, testa seus próprios limites numa linha tênue entre sentimento e existência. Natural de Belo Horizonte (MG), é também compositora, arte educadora e estudante de moda e figurino cênico. Partindo da decolonialidade, Brisa pesquisa a influência de corpos negros e latinos na história da indumentária do século XX.

 

 

 

 

 

 

DJ BLACK JOSIE

Foto: Vinicius Radé

 

Musicista, produtora cultural e relações públicas, Luciana Gomes dá vida à “DJ Black Josie”, criada em 2004 após sua experiência na música erudita frente ao “Grupo de Estudos de Música Histórica, Cameratta Lusittana”. Atualmente, a artista se dedica à divulgação e à pesquisa da soulmusic por meio do “Baile Soul da Josie”. A musicista fez parte da equipe de curadoria do FAN em 2017 e é Fundadora e DJ residente do “Coletivo Djeias”, iniciativa para o estímulo e a valorização de mulheres artistas.

 

 

 

 

 

 

COLETIVO AFROLÍRICAS

 

Anarvore | Foto: Coniiin

 

 

 

Coletivo formado por três jovens negras, poetas marginais de Belo Horizonte – são elas Anarvore, Eliza Castro e Iza Reys. As Afrolíricas buscam a emancipação por meio da arte, acreditando sempre no poder de transformação das palavras. O Grupo faz parte do Fórum das Juventudes da Grande BH.

 

 

 

 

 

 

 

 

NELSON MACA

Foto: Leo Ornelas

Poeta e professor de literatura da Universidade Católica, Nelson nasceu no Paraná, mas desde 1989 mora em Salvador (BA). É fundador do Coletivo Blackitude: Vozes Negras da Bahia, que realiza há 7 anos o Sarau Bem Black e ações artística e de formação sócio-racial através das linguagens da cultura hip hop e afins. Maca promove e participa há mais de 30 anos de eventos da negritude pelo Brasil, como seminários, workshops, cursos e shows pelo Brasil, tendo parcerias com a Fundação Palmares, Universidade Federal Fluminense (UFF-RJ), Só Balanço Produções (BSB), Griô Produções (BSB), Balada Literária (SP), Cooperifa (SP), APAFunk (RJ), Coletivo Casa Preta (PA), Poesia Maloqueirista (SP) e Sarau Sopapo Poético (RS), entre outros.

 

 

 

37 GRAUS

Crédito: Divulgação

 

Grupo de poesia e música idealizado inicialmente pelas poetas Anna Zêpa e Eveline Sin com a criação do Poesia em Vinil. A partir daí o projeto se desdobrou em um show líteromusical, com duração de 45 minutos e saraus. Para a apresentação no Palácio das Artes, Anna e Eveline performam seus poemas acompanhadas por Fernanda Broggi, no canto e na percussão, Meno Del Picchia, na voz e na guitarra, e Zé Nigro, na voz e no teclado. Além das parcerias musicais entre os que compõem a banda, as poetas trazem ainda músicas em parceria com nomes como Kiko Dinucci, Jonathan Silva e Luê.

 

 

 

MARCELINO FREIRE

Foto: Mário Miranda Filho

Nascido em 1967 em Sertânia (PE), o artista vive em São Paulo desde 1991. É autor, entre outros, de “Angu de Sangue” (contos, Ateliê Editorial), “Contos Negreiros” (Editora Record, Prêmio Jabuti 2006) e “Nossos Ossos” (romance, Editora Record, Prêmio Machado de Assis 2014). Criou e organizou, em 2004, a antologia “Os Cem Menores Contos Brasileiros do Século”. Vários de seus contos foram adaptados para teatro. É criador, realizador e curador da Balada Literária, evento que acontece anual e gratuitamente desde 2006, em São Paulo. Para saber mais sobre o autor, acesse: www.marcelinofreire.wordpress.com.

 

 

 

LUSCAS GONÇALVES

Foto: Nonato Fotografia

 

 

Ator, estudante de Letras, escritor e pesquisador. Está em cena nos espetáculos da Trupe Estrela e na cena curta “Campo Minado”, com direção de Graziele Sena. Desenvolve o experimento “Com a licença de Cruz e Sousa” e pesquisa sobre cantos de tradição Vissungo. Autor do Livro de poesia Efêmero.

 

 

 

 

 

COLETIVOZ

Foto: Divulgação

Com 13 anos de fundação, o Coletivoz é o Sarau mais antigo de poesia marginal de periferia de Minas Gerais, oferecendo espaço para poetas recitarem poesia e compartilharem vivências. Além do microfone aberto para a declamação de poesia, os saraus do Coletivoz já contaram com exposições de pinturas, grafites, fotografias, apresentações musicais de rap e outros estilos e encenações teatrais. Em 2020, o Coletivoz Sarau de Periferia, em parceria com a Editora Venas Abiertas, lançou o livro de coletâneas poéticas “À Luta, À Voz”, reunindo 22 autores de periferias de Belo Horizonte e cidades da região metropolitana.

 

 

RAFAEL FARES

Foto: Divulgação

 

Poeta, compositor e pesquisador. Nascido em Belo Horizonte, em 1981, é doutor em literatura indígena pela UFMG, e professor na UEMG. Realiza livros, filmes e exposições de artes plásticas com indígenas. Foi um dos pesquisadores e produtores da exposição “Mira! Artes Visuais Contemporâneas dos Povos Indígenas”, no Centro Cultural da UFMG. Trabalhou com diversos povos indígenas, tais como os Maxakali, no livro Curar (2009). Possui diversas canções com os mais variados parceiros e, em 2022, lançou o disco coletivo “Libertália”. Dentre suas publicações estão os livros de poemas “Exemplar Disponível ao Roubo” (2011), “Fio d´água” (2014) e “Árvore Nômade” (2019).

 

 

 

 

JOMAKA

Foto: Lucas Avila

João Maria Kaisen, nasceu em 1991, na cidade de Belo Horizonte. JoMaka é artista da cena, produtor cultural, poeta e ativista Intersexo Transmasculine. Autor do livro “Generalidades ou Passarinho Loque Esse”, editora Impressões de Minas, e integrante dos coletivos Academia TransLiterária e Movimento Autônomo T BH. Em 2019, JoMaka organizou a Coletânea Academia TransLiterária (Editora Marginália) para celebrar os três anos de existência do coletivo.

 

 

 

 

 

MENINO JAZZ

Foto: Maira Cabral

Jazz Orimauá é poeta, cantador, rezador, mestre de cerimônia e escritor. Em 2016, iniciou sua caminhada através do SLAM (campeonato de poesia falada), vencendo a final estadual do campeonato realizado no SESC Paladium. Em 2019, representou Minas Gerais nas semifinais do Campeonato Nacional de Poesia.

Em 2018 e 2019, foi o representante mineiro no SLAM BNDES e na FLUP (Feira literária de poesias da periferia). Jazz é autor dos zines “Tudo está dentro”, e “CORAGEM”. Em 2021, lançou o livro “Abaixo da Luz do sol”, pela editora Impressões de Minas.

Já falou da oralidade e poesia marginal nos canais da PUC TV, e esse ano foi convocado para homenagear a cidade de Belo Horizonte no canal da REDE MINAS no programa “Brasil das Gerais”. Jazz também é cofundador do podcast “Do fundo da Boca” juntamente com o poeta Wellington Sabino.

 

O MODERNISMO EM MINAS GERAIS

O programa O Modernismo em Minas Gerais é composto por um amplo panorama cultural, com um calendário intenso de ações ao longo do ano no Palácio das Artes. Segundo Eliane Parreiras, presidente da Fundação Clóvis Salgado, o Programa vai presentear os cidadãos mineiros com um recorte inédito sobre o Modernismo, levando ao público uma oportunidade rara de conhecimento e reflexão. “Com uma curadoria atenta e repleta de contribuições para a análise do modernismo brasileiro, revisitamos importantes registros do movimento em Minas Gerais. E, ainda, estabelecemos um caminho cheio de oportunidades para reflexão de nossas identidades e do modernismo na contemporaneidade. Estamos imensamente felizes com essa parceria com o Ministério Público de Minas e com a possibilidade de aprofundar a reflexão e difundir a significativa participação de Minas Gerais nesse importante movimento cultural”.

O programa O Modernismo em Minas Gerais é uma parceria entre o Governo de Minas Gerais, a Secretaria de Estado de Cultura e Turismo, a Fundação Clóvis Salgado, a APPA Arte e Cultura e o Ministério Público de Minas Gerais. O projeto é financiado com recursos do Fundo Especial do Ministério Público de Minas Gerais (FUNEMP) e executado por meio do Contrato de Gestão com a APPA Arte e Cultura. O FUNEMP busca, além de aperfeiçoar as funções institucionais do Ministério Público, caso da modernização e obtenção dos meios necessários para o combate ao crime organizado, a reconstituição de bens lesados e a proteção do patrimônio público e social, do meio ambiente e de outros interesses difusos e coletivos, dar suporte financeiro a programas, projetos e ações de relevante interesse social. O valor de R$ 2,470 milhões investidos no programa O Modernismo em Minas Gerais se soma aos investimentos orçamentários do Governo do Estado e de outros importantes parceiros privados da Fundação Clóvis Salgado.

Informações

Local

Sala Juvenal Dias, Galeria Aberta Amilcar de Castro e Café do Palácio das Artes

Informações para o público

(31) 3236-7400