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Cultura

“MÚSICA DAS AMÉRICAS” | Sinfônica ao Meio-Dia e Sinfônica em Concerto

28/06/22 – 29/06/22

Grande Teatro Cemig Palácio das Artes| Av. Afonso Pena, 1537. Centro. Belo Horizonte

Repertório conta com obras de célebres compositores latino-americanos e estadunidenses do século XX

Foto: Paulo Lacerda

Quando se fala em música erudita, geralmente a primeira referência que se tem são as composições de artistas europeus. Mas o continente americano também produziu muitas obras inesquecíveis dentro da tradição clássica. É justamente na tentativa de mostrar como a música americana é rica e de altíssima qualidade que a Fundação Clóvis Salgado apresenta, por meio da Orquestra Sinfônica de Minas Gerais, o concerto Música das Américas, em mais uma edição das séries Sinfônica ao Meio-Dia Sinfônica em Concerto. A regência é de Sílvio Viegas, maestro titular da OSMG, com participação da soprano Janaína Lemos.

O programa inclui obras dos compositores brasileiros, Lorenzo Fernandes e Camargo Guarnieri; mexicanos, Arturo Marquez e Silvestre Revueltas; e dos norte-americanos George Gershwin e Leonard Bernstein. As obras mostram as raízes de cada um dos países representados, além de suas inspirações e influências, mostrando um pouco do melhor que cada país produziu.

Foto: Paulo Lacerda

Trechos do repertório serão interpretados no dia 28 de junho (terça-feira), ao meio-dia, com entrada gratuita. Já no dia seguinte, 29 de junho (quarta-feira), o repertório completo será apresentado em uma Noite de Gala, às 20h30, com ingressos a R$30,00 (inteira) e R$15,00 (meia-entrada).

Para o concerto “Sinfônica ao Meio-Dia” os convites poderão ser retirados no site da Eventim ou na bilheteria do Palácio das Artes, e será permitido, no máximo, um par de ingressos por CPF. Nas duas ocasiões, os concertos ocorrem no Grande Teatro Cemig Palácio das Artes, com classificação indicativa Livre.

Governo de Minas Gerais e a Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais, por meio da Fundação Clóvis Salgado, apresentam as séries Sinfônica ao Meio-Dia/Sinfônica em Concerto – Música das Américas, que têm patrocínio master da CemigArcellorMittalAngloGold AshantiInstituto Unimed-BH¹ e Usiminas, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura. Conta com o apoio do Instituto Usiminas e correalização da APPA – Arte e Cultura.

O patrocínio do Instituto Unimed-BH é viabilizado pelo incentivo de mais de cinco mil médicos cooperados e colaboradores.

A Fundação Clóvis Salgado é integrante do Circuito Liberdade, complexo cultural sob gestão da Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais (Secult) que reúne diversos espaços com as mais variadas formas de manifestação de arte e de cultura em transversalidade com o turismo.

Foto: Paulo Lacerda

Um pouco de cada canto –  O maestro Sílvio Viegas considera difícil destacar uma composição dentre todas as que serão interpretadas: “Todas são obras-primas, cada qual com seu colorido e energia. Mas para que fale de cada país, comento o Batuque de Lorenzo Fernandes, inspirando na dança dos escravos brasileiros, Sensemaya de Revueltas, que foi inspirada em uma história mitológica africana e faz parte da cultura cubana – e que narra um ritual para a morte de uma serpente –, e Glitter and Be Gay, de Leonard Bernstein, por ser uma das árias mais lindas, teatrais e desafiadoras do repertório lírico do século XX”.

Ainda segundo Viegas, a intenção do concerto é exatamente mostrar quão diversificada, empolgante e vibrante é a música sinfônica das Américas. Embora o repertório conte com obras muito diferentes entre si, como o já citado poema sinfônico Sensemaya, forte e vigoroso, e a também mencionada ária Glitter and be Gay, mais cômica, o maestro ressalta que a unidade na apresentação se dá pela própria qualidade das obras e pela importância de divulgá-la sempre e cada vez mais. 

Janaína Lemos

Performances desafiadoras – Dentre as árias, para a soprano Janaína Lemos, não há dúvidas sobre qual é a mais desafiadora: “Com certeza é Glitter and be Gay, porque é uma ária muito singular. Cunegonde (personagem da ópera Candide, de Leonard Bernstein) vive sentimentos muito contraditórios. Ela se dá conta e sofre com o papel subjugado que assume na sociedade, mas ao mesmo tempo hesita em abandonar essa “jaula” e perder a vida luxuosa que leva. É uma personagem muito complexa e a música exige um malabarismo vocal muito grande, e muita resistência. Mas é uma aria que eu amo e me divirto muito em cantar.

Foto: Paulo Lacerda

Sílvio Viegas diz que a escolha das árias foi em função justamente da qualidade da voz que dará vida às passagens escolhidas: “Temos uma jovem e brilhante soprano coloratura, e como é bom saber que temos cada vez mais pessoas que já nessa altura da vida investem no canto lírico. Busco sempre dar oportunidades a jovens músicos, e quando encontramos uma solista com a qualidade que a Janaína Lemos tem, temos de aproveitar, escolhendo o que há de melhor para a voz dela”, explica.

Outras obras bem mais conhecidas, mas não menos complexas, são as que fazem parte do musical West Side Story. A peça teatral já deu origem a dois filmes aclamados, e um deles foi lançado no último ano, concorrendo a vários prêmios no Oscar. Para Viegas, a Abertura do musical foi escolhida por se tratar de uma obra vibrante, colorida e desafiadora para os instrumentistas. Mas o maestro ressalta: “É claro que fazer um trecho dessa obra que é tão linda e que teve uma brilhante refilmagem assinada por Steven Spielberg, faz com que o repertório se torne ainda mais atrativo para o público”.

Foto: Paulo Lacerda

Muita emoção e teatralidade – Fechando as performances com participação da solista, o programa conta também com a ária Summertime, da ópera Porgy and Bess, de George Gershwin. A história já foi montada na íntegra pela Fundação Clóvis Salgado em 2017, e é considerada a obra-prima da produção operística norte-americana. Janaína Lemos conta que ela guarda uma relação especial tanto com a música quanto com Gershwin. “Summertime é uma ária que eu fiquei muito feliz de saber que estaria no programa. Eu acho a música dele muito interessante pela variedade de influências, como a da música francesa e do jazz. Além disso, politicamente ele assumiu uma postura importantíssima na luta anti-racista. É sem dúvida um artista de primeira grandeza.

O maestro Silvio Viegas promete uma noite vibrante, com muita emoção e algumas surpresas: “O público ficará encantado com o repertório apresentado. Será um grande desafio para todos nós, pois trata-se de um repertório de grande virtuosismo, e teremos a participação de uma extraordinária solista, que se apresenta pela primeira vez com a Sinfônica, além de outras surpresas que somente quem comparecer descobrirá”, garante.

Programa:

Sensemaya – Silvestre Revueltas

Batuque – Lorenzo Fernandes

Abertura Festiva – Camargo Guarnieri

Abertura Candide – Leonard Bernstein

Glitter and be Gay, da ópera Candide – Leonard Bernstein

Abertura West Side Story – Leonard Bernstein

Danzon N° 2 – Arturo Marquez

Summertime da ópera Porgy and Bess – George Gershwin

I Feel Pretty, do musical West Side Story – Leonard Bernstein

Foto: Paulo Lacerda

Orquestra Sinfônica de Minas Gerais – Considerada uma das mais ativas do país, a Orquestra Sinfônica de Minas Gerais cumpre o papel de difusora da música erudita, diversificando sua atuação em óperas, balés, concertos e apresentações ao ar livre, na capital e no interior de Minas Gerais. Criada em 1976, foi declarada Patrimônio Histórico e Cultural do Estado de Minas Gerais em 2013. Participa da política de difusão da música sinfônica promovida pelo Governo de Minas Gerais, por meio da Fundação Clóvis Salgado, a partir da realização dos projetos Concertos no Parque, Concertos Comentados, Sinfônica ao Meio-Dia, Sinfônica em Concerto, além de integrar as temporadas de óperas realizadas pela FCS. Mantém permanente aprimoramento da sua performance executando repertório que abrange todos os períodos da música sinfônica, além de grandes sucessos da música popular. Seu atual regente titular é Silvio Viegas.

Foto: Paulo Lacerda

Sílvio Viegas – Regente titular da Orquestra Sinfônica de Minas Gerais, é professor de Regência na Escola de Música da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Foi Diretor Artístico da Fundação Clóvis Salgado – Palácio das Artes, em Belo Horizonte, de 2003 a 2005; maestro titular da Orquestra Sinfônica do Theatro Municipal do Rio de Janeiro de 2008 a 2015 e diretor artístico interino do mesmo teatro de 2011 a 2012. Desde o início de sua carreira tem se destacado pela atuação no meio operístico, regendo títulos como O Navio Fantasma, L’Italiana in Algeri, O Barbeiro de Sevilha, Don Pasquale, Così fan Tutte, Le Nozze di Figaro, A Flauta Mágica, Carmen, Cavalleria Rusticana, Romeu e Julieta, Lucia di Lammermoor, Il Trovatore, Nabucco, Otello, Falstaff, Salome, La Bohème, La Traviata e Tosca. Como convidado, esteve à frente da Orquestra da Arena de Verona, Sinfônica de Roma, Sinfônica de Burgas (Bulgária), Sinfônica do Festival de Szeged (Hungria), Orquestra do Algarve (Portugal), Sinfônica Brasileira (OSB), Teatro Argentino de La Plata (Argentina), Filarmônica de Montevidéu e Sinfônica do Sodre (Uruguai), Amazonas Filarmônica, Petrobras Sinfônica, Sinfônica do Paraná, Sinfônica do Theatro São Pedro-SP, Orquestra do Teatro da Paz, Sinfônica do Teatro Nacional Cláudio Santoro, entre outras.

Janaína Lemos – Iniciou-se na música aos cinco anos com o violino, tendo sua mãe e avó, Marisa e Ed Lemos, como mentoras. É bacharela em Canto e Arte Lírica pela USP, sob orientação de Yuka de Almeida Prado. Integrou a Academia de Ópera do Theatro São Pedro. Junto à Orquestra Sinfônica de Ribeirão Preto, solou a Missa em Dó Menor de W. A. Mozart e interpretou Amore na ópera Orfeu ed Euridice, de C. W. Gluck. Diante da USP-Filarmônica, estreou a obra que lhe foi dedicada por Rubens Russomano Ricciardi, Agora que Sinto Amor, e junto à Oficina Experimental apresentou obras como Ode for the Birthday of Queen Anne e Dixit Dominus, de Georg Friedrich Händel, Magnificat, de Manoel Dias de Oliveira e Stabat Mater, de Pergolesi. Interpretou, no Theatro São Pedro, Fé-an-nich-ton na ópera Ba-ta-clan de Offenbach. Participou de masterclasses com Lucia Duchoňova (Eslováquia), Bo Lundby-Jaeger (Dinamarca), Gabriela Herrera (México), Dominique Gless (França), Ruth Ziesak (Alemanha), Elizabeth Scholl (Alemanha) e Maestro André dos Santos. Teve como professores Davide Rocca, Carlos Gonzaga e Paulo Mandarino.

Informações

Local

Grande Teatro Cemig Palácio das Artes| Av. Afonso Pena, 1537. Centro. Belo Horizonte

Horário

28 de junho (terça-feira) 12h

29 de junho (quarta-feira) 20h30

Classificação

Livre

Informações para o público

(31) 3236-7400