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Cultura

FUNDAÇÃO CLÓVIS SALGADO REALIZA MOSTRA “AS ORIGENS DE TIM BURTON”

Programação dialoga com movimentos cinematográficos e subgêneros que influenciaram o cineasta e estreia filme inédito de Zé do Caixão – A Praga.

“As Origens de Tim Burton” | Cine Humberto Mauro

 Datas: 8 de julho a 4 de agosto de 2022

Classificação Indicativa: Variável

Local: Cine Humberto Mauro (Palácio das Artes) / cinehumbertomauromais.com

Entrada Gratuita

Para as sessões convencionais, os ingressos poderão ser retirados na bilheteria do Cine Humberto Mauro a qualquer momento no dia das sessões. Já para a “Maratona de Terror”, os ingressos serão distribuídos na bilheteria 1 hora antes de cada exibição

 Endereço: Av. Afonso Pena, 1.537, Centro

Informações para o público: (31) 3236-7400

A Fundação Clóvis Salgado, por meio do Cine Humberto Mauro, apresenta a mostra “As Origens de Tim Burton”, que exibe gratuitamente os principais filmes feitos pelo cineasta estadunidense, em conjunto com obras que inspiraram seu estilo. As sessões acontecem entre os dias 8 de julho (sexta-feira) e 4 de agosto de 2022 (quinta-feira), presencialmente, e também em formato on-line, na plataforma CineHumbertoMauroMAIS.

A programação conta com uma Maratona de Terror, com mais de 30 horas de exibição de filmes, ininterruptamente, entre os dias 22 e 23 de julho (sexta-feira e sábado), tanto no Cine Humberto Mauro quanto no Jardim Interno do Palácio das Artes. Algumas das obras que serão exibidas exclusivamente nesse dia incluem The Rocky Horror Picture Show (1975), Psicose (1960), Despertar dos Mortos (1978), Sombras da Noite (2012) e A Noiva de Frankenstein (1935).

Aproximando a obra de Tim Burton de suas origens, como o Expressionismo Alemão, filmes de monstros do estúdio Universal, cinema gótico e ficções científicas cults dos anos 1950, a mostra inclui cinco sessões comentadas da série História Permanente do Cinema, debatendo filmes relacionados com as temáticas e a estética presentes no trabalho do cineasta.

Dentre os filmes comentados presencialmente, destaca-se a estreia em Belo Horizonte do filme A Praga (1980), de José Mojica Marins, conhecido pelo personagem Zé do Caixão. Considerado perdido por muito tempo, o longa-metragem é o único filme inédito de Mojica conhecido até o momento. As latas de negativo em película super-8 com as filmagens foram encontradas em 2007, e após um longo processo que incluiu digitalização, dublagem, novas filmagens e pós-produção, a obra terá exibição dupla e conjunta com o documentário A Última Praga de Mojica (2021), que relata o processo de resgate e finalização do filme. Além de A Praga, outro longa de Mojica, À Meia-Noite Levarei Sua Alma (1964), será exibido duas vezes ao longo da mostra.

Também integrada à programação, a série Cinema e Psicanálise traz o filme francês Os olhos sem rosto (1960), que lida com elementos do horror, da fabulação e da transformação corporal, temas igualmente caros à filmografia de Tim Burton.

Complementando as exibições presenciais, oito filmes da mostra “As Origens de Tim Burton” irão também para a plataforma CineHumbertoMauroMAIS, onde também será lançada a subdivisão “Coleção de Terror”, com um total de 13 filmes de terror e suspense disponibilizados on-line.

Ministério do TurismoGoverno de Minas Gerais e Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais, por meio da Fundação Clóvis Salgado, apresentam a mostra “As Origens de Tim Burton”que tem patrocínio master da CemigArcellorMittalInstituto Unimed-BH¹, AngloGold Ashanti e Usiminas por meio das Leis Estadual e Federal de Incentivo à Cultura, além do apoio cultural do Instituto Hermes Pardini. A correalização é da APPA – Arte e Cultura.

1O patrocínio do Instituto Unimed-BH é viabilizado pelo incentivo de mais de cinco mil médicos cooperados e colaboradores.

A Fundação Clóvis Salgado é integrante do Circuito Liberdade, complexo cultural sob gestão da Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais (Secult) que reúne diversos espaços com as mais variadas formas de manifestação de arte e de cultura em transversalidade com o turismo.

Influências e origens – Com foco nos filmes dirigidos por Tim Burton até o início da década de 2010, a curadoria explicita a mescla de gêneros dentro da filmografia do artista, salientando suas inclinações para o terror, a fábula e os contos de fadas. Iniciando a carreira como animador nos estúdios Disney, Tim Burton saiu da empresa em busca da criação de um universo próprio. Filmes como Batman (1989) trazem a visualidade característica de Metropolis (1927), enquanto Edward Mãos de Tesoura (1990) e outros trabalham bastante com influências de Frankenstein (1931) e com questões como os limites da ficção científica e da ciência.

Já O Mágico de Oz (1939) e a animação experimental Planeta Selvagem (1973) marcam, por um lado, o uso de cores e a atmosfera de fantasia e, por outro, o estilo estético surrealista usado por Tim Burton em seus filmes de animação. Outras obras, como Godzilla (1954) e o filme de blaxploitation Blacula (1972) – além das demais adaptações da história do vampiro de Bram Stoker que estão na curadoria, inclusive Nosferatu (1922), que completa 100 anos em 2022 – expandem, geográfica e culturalmente, o universo de filmes que se comunicam com as temáticas recorrentemente trabalhadas pelo realizador norte-americano. Por sua vez, Planeta dos Macacos (1968) e A Fantástica Fábrica de Chocolate (1971) são filmes que transitam na órbita de interesses do diretor, como a descoberta de novos mundos e o contato com o excêntrico, que inspiraram remakes feitos por Tim Burton nos anos 2000.

Na mostra também há filmes de diretores consagrados que de algum modo dialogam com temas mais específicos abordados pelo cineasta. Aí se enquadram longas como O Circo (1928), de Charles Chaplin, cuja atmosfera circense e as atuações caricaturais foram apropriadas por Burton em vários filmes; Veludo Azul (1986), de David Lynch, que traz uma similaridade a partir do olhar dos cineastas para o subúrbio americano, presente em longas de Tim Burton como Os Fantasmas se Divertem (1988); e A Marca da Maldade (1958), de Orson Welles, que além de guardar muita semelhança com Batman (1989) a partir da discussão da corrupção e questões éticas presentes no cinema noir, coloca este que é considerado o melhor diretor de cinema da História em oposição a Edward D. Wood Jr., personagem central da biografia Ed Wood (1994) e diretor de dois filmes presentes na mostra: Plano 9 do Espaço Sideral (1957) Glen ou Glenda (1953), que serão, inclusive, tema de debate na série História Permanente do Cinema.