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Cultura

ORQUESTRA SINFÔNICA DE MINAS GERAIS APRESENTA MÚSICA SOBRE TELA

Orquestra Sinfônica de Minas Gerais apresenta MÚSICA SOBRE TELA, concerto com composições inspiradas nas Artes Plásticas

Repertório intertextual une obra romântica da Rússia monárquica, de Modest Mussorgsky, à música erudita contemporânea mineira, composta pelo FAGOTISTA DA OSMG, CLÁUDIO DE FREITAS

 “MÚSICA SOBRE TELA” | Sinfônica ao Meio-Dia

Local: Grande Teatro Cemig Palácio das Artes

Data: 12 de julho (terça-feira)

Horário: 12h

EVENTO GRATUITO

 

“MÚSICA SOBRE TELA” | Sinfônica em Concerto

Local: Grande Teatro Cemig Palácio das Artes

Data: 13 de julho (quarta-feira)

Horário: 20h30

Ingressos: R$30,00 (inteira); R$15,00 (meia-entrada)

Endereço: Av. Afonso Pena, 1.537, Centro, Belo Horizonte

A Orquestra Sinfônica de Minas Gerais apresenta o concerto “Música sobre Tela”, com as obras Três Quadros de Victor Meirelles (2014), escrita pelo fagotista da OSMG, Cláudio de Freitas, e Quadros de uma exposição (1874), de Modest Mussorgsky. Além das composições, haverá também, durante os concertos, projeções dos quadros retratados nas peças musicais. Com regência de Sílvio Viegas, maestro titular da OSMG, a produção é mais uma edição das séries Sinfônica ao Meio-Dia Sinfônica em Concerto.

Trechos do repertório serão interpretados no dia 12 de julho (terça-feira), ao meio-dia, com entrada gratuita. Será permitida a retirada de, no máximo, um par de ingressos por CPF. Já no dia seguinte, 13 de julho (quarta-feira), a apresentação completa acontecerá em uma Noite de Gala, às 20h30, com ingressos a R$30,00 (inteira) e R$15,00 (meia-entrada). Os convites poderão ser adquiridos no site da Eventim ou na bilheteria do Palácio das Artes. Nas duas ocasiões, os concertos ocorrem no Grande Teatro Cemig Palácio das Artes, com classificação indicativa livre.

Cláudio de Freitas, fagotista integrante da Orquestra Sinfônica, é natural de Belo Horizonte e compôs Três Quadros de Victor Meirelles em 2014 e retrata três telas do pintor brasileiro Victor Meirelles. Esta obra é inspirada em Quadros de uma exposição, de Modest Mussorgsky, compositor russo do período romântico.

Mussorgsky, por sua vez, criou Quadros de uma exposição em 1874, tendo se inspirado também nas artes plásticas – mais precisamente, nas pinturas do arquiteto e artista plástico russo Viktor Hartmann. A obra foi escrita originalmente para piano e orquestrada por diversos compositores, sendo a versão mais conhecida a do compositor e pianista francês Maurice Ravel, que será apresentada nos concertos.

Governo de Minas Gerais e Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais, por meio da Fundação Clóvis Salgado, apresentam Sinfônica ao Meio-Dia/Sinfônica em Concerto – Música sobre Tela, que tem correalização da APPA – Arte e Cultura, patrocínio master da  ArcellorMittalCemigInstituto Unimed-BH¹ e AngloGold Ashanti, por meio das Leis Estadual e Federal de Incentivo à Cultura.

O patrocínio do Instituto Unimed-BH é viabilizado pelo incentivo de mais de cinco mil médicos cooperados e colaboradores.

A Fundação Clóvis Salgado é integrante do Circuito Liberdade, complexo cultural sob gestão da Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais (Secult) que reúne diversos espaços com as mais variadas formas de manifestação de arte e de cultura em transversalidade com o turismo.

Harmonia visual – Três Quadros de Victor Meirelles busca, por meio de três movimentos, representar musicalmente a impressão do compositor e instrumentista Cláudio de Freitas acerca do trabalho visual do artista plástico classicista, cujas obras abordam narrativas históricas brasileiras.

O primeiro movimento vem da obra Passagem de Humaitá (1868), o segundo da pintura Moema (1866) e o terceiro do quadro Batalha dos Guararapes (1875-1879). No início, que se inspira na representação de um episódio da Guerra do Paraguai, a música traz várias imagens, como o rio, o forte e o encouraçado. Há a representação da batalha pelos metais e percussão, e também a evocação do convés do encouraçado à noite, no qual se instala um imenso silêncio com atmosfera fantasmagórica.

Já no segundo movimento, a composição faz alusão à morte da índia Moema após sofrer de amor por um português que deixa o Brasil de navio. A melodia dos trompetes e trombones representa então a embarcação, enquanto as cordas em movimentos ascendentes e descendentes evocam as ondas marítimas. Por fim, o terceiro movimento se inspira no quadro que representa uma cena do confronto bélico que culminou na expulsão dos invasores holandeses das terras brasileiras. Por meio dos metais, o trecho busca representar as espadas, e a vitória brasileira surge em um grandioso acorde final.

Representando um salto para o outro lado do mundo, Quadros de uma exposição, de Modest Mussorgsky, traz uma demonstração do caráter inovador do compositor, que nasceu em meados do século XIX – no então Império Russo – e empenhou-se em desenvolver uma identidade musical totalmente atrelada à sua terra. Muitos de seus trabalhos foram, inclusive, inspirados na história e no folclore da nação.

A obra foi composta em homenagem ao artista plástico Viktor Hartmann, amigo do autor que havia falecido em 1873, aos 39 anos de idade. Em março do ano seguinte, foi feita uma exposição dos quadros de Hartmann em uma galeria de São Petersburgo e, após visitá-la, o compositor resolveu prestar uma homenagem ao amigo. Escolheu dez dentre os quadros expostos e compôs uma música para cada um deles. A peça, escrita como uma suíte para piano, propõe um passeio por uma mostra dos quadros de Hartmann. A série de composições é unida através de um tema comum – Promenade –, que significa justamente “passeio” em francês.

Programa:

Três quadros de Victor Meirelles

Cláudio de Freitas

Quadros de uma exposição

Modest Mussorgsky (orquestração de Maurice Ravel)  

Orquestra Sinfônica de Minas Gerais – Considerada uma das mais ativas do país, a Orquestra Sinfônica de Minas Gerais cumpre o papel de difusora da música erudita, diversificando sua atuação em óperas, balés, concertos e apresentações ao ar livre, na capital e no interior de Minas Gerais. Criada em 1976, foi declarada Patrimônio Histórico e Cultural do Estado de Minas Gerais em 2013. Participa da política de difusão da música sinfônica promovida pelo Governo de Minas Gerais, por meio da Fundação Clóvis Salgado, a partir da realização dos projetos Concertos no Parque, Concertos Comentados, Sinfônica ao Meio-Dia, Sinfônica em Concerto, além de integrar as temporadas de óperas realizadas pela FCS. Mantém permanente aprimoramento da sua performance executando repertório que abrange todos os períodos da música sinfônica, além de grandes sucessos da música popular. Seu atual regente titular é Silvio Viegas.

Sílvio Viegas – Regente titular da Orquestra Sinfônica de Minas Gerais, é professor de Regência na Escola de Música da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Foi Diretor Artístico da Fundação Clóvis Salgado – Palácio das Artes, em Belo Horizonte, de 2003 a 2005; maestro titular da Orquestra Sinfônica do Theatro Municipal do Rio de Janeiro de 2008 a 2015 e diretor artístico interino do mesmo teatro de 2011 a 2012. Desde o início de sua carreira tem se destacado pela atuação no meio operístico, regendo títulos como O Navio Fantasma, L’Italiana in Algeri, O Barbeiro de Sevilha, Don Pasquale, Così fan Tutte, Le Nozze di Figaro, A Flauta Mágica, Carmen, Cavalleria Rusticana, Romeu e Julieta, Lucia di Lammermoor, Il Trovatore, Nabucco, Otello, Falstaff, Salome, La Bohème, La Traviata e Tosca. Como convidado, esteve à frente da Orquestra da Arena de Verona, Sinfônica de Roma, Sinfônica de Burgas (Bulgária), Sinfônica do Festival de Szeged (Hungria), Orquestra do Algarve (Portugal), Sinfônica Brasileira (OSB), Teatro Argentino de La Plata (Argentina), Filarmônica de Montevidéu e Sinfônica do Sodre (Uruguai), Amazonas Filarmônica, Petrobras Sinfônica, Sinfônica do Paraná, Sinfônica do Theatro São Pedro-SP, Orquestra do Teatro da Paz, Sinfônica do Teatro Nacional Cláudio Santoro, entre outras.