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Cultura

SARAU LÍRICO NO PALÁCIO DAS ARTES

Foto: Paulo Lacerda

A Fundação Clóvis Salgado, por meio do Coral Lírico de Minas Gerais (CLMG), apresenta, no dia 15 de julho (sexta-feira), ao meio-dia, um Sarau Lírico com trechos das óperas A Flauta MágicaCarmina Burana e outras obras da música erudita. O evento acontecerá no Hall do Palácio das Artes, com entrada gratuita e classificação livre. Os integrantes do Coral Lírico serão conduzidos pela regente-titular do CLMG, Lara Tanaka. Além das vozes, o Sarau contará também com acompanhamento de Fred Natalino, pianista do Coral.

Na primeira parte da apresentação serão interpretados dois trechos da obra sacra Pequena Missa Solene, do italiano Gioacchino Antonio Rossini. Em um segundo momento, o Coral traz coros da ópera A Flauta Mágica, do austríaco Wolfgang Amadeus Mozart e um trecho da cantata Carmina Burana, do alemão Carl Orff.  O Sarau termina com uma peça da ópera Príncipe Igor, do russo Aleksandr Borodin.

Pequena Missa Solene é a última obra de Rossini, escrita em 1863, quando o compositor já havia deixado de escrever óperas. O Sarau destacará a beleza das melodias e harmonias inesperadas do Kyrie (um dos movimentos da estrutura de uma missa) e a vivacidade alegre e explosiva do Cum Sancto Spiritu (trecho que integra o movimento conhecido como Gloria).

Na segunda parte do Sarau, dedicada à Flauta Mágica, de Mozart, o Coral traz o equilíbrio e a simplicidade da obra, composta em 1791. A ópera em dois atos trata da filosofia do Iluminismo e dos conceitos centrais da Revolução Francesa (liberdade, igualdade e fraternidade). O coro masculino interpreta o solene O Isis und Osiris, welche Wonne, glorificando os deuses egípcios Ísis e Osíris e seus jovens discípulos. Já o coro final, Heil sei euch Geweihten, é carregado de simbolismos ligados à evolução espiritual dos personagens.

Obra muito conhecida do canto coral e uma das mais consagradas composições do repertório erudito, Carmina Burana é uma louvação à Deusa Fortuna, divindade greco-romana que governa a sorte e o destino das pessoas. Primeira de uma trilogia de cantatas de Carl Orff, a peça, criada em 1936, é uma seleção de 25 canções retiradas de obra homônima publicada a partir de centenas de poemas medievais dos séculos XI, XII e XIII. Escritas em latim, francês meridional e alemão da Alta Idade Média, as canções foram compostas e compiladas por bávaros conhecidos como goliardos, eruditos e clérigos afastados da Igreja Católica dedicados à criação de poemas satíricos, que muitas vezes relatavam problemas sociais, o erotismo e os prazeres da vida. O nome vem do latim e quer dizer “Canções de Beuren”, referindo-se ao Monastério Beneditino, em Bendiktbeuren, na região da Bavária, Alemanha. Ó Fortuna, trecho da cantata que será interpretado, se destaca pela presença forte do coro e pela marcação rítmica pulsante da percussão.

Finalizando o Sarau, o grupo de cantores interpreta as Danças Polovtsianas, peça retirada da ópera Príncipe Igor, de Borodin. Composta por um prólogo e quatro atos, a ópera é uma adaptação do libreto baseado na obra épica eslava medieval O conto da campanha de Igor, que narra a passagem do príncipe Igor Svyatoslavich e seu filho Vladimir no cativeiro durante a guerra contra os invasores polovetsianos, em 1185. A ópera foi deixada inacabada após a morte prematura de Borodin em 1887, e foi concluída posteriormente, estreando em 1890. Escritas para um número de dança durante a ópera, as Danças Polovtsianas iniciam-se com o canto e a dança das mulheres capturadas que realizam uma coreografia em homenagem ao czar, cujo texto evoca a saudade e os tempos da terra natal. Na segunda parte o louvor se torna mais movimentado através de uma música vigorosa, explosiva e rítmica, escrita para os bailarinos da ópera.

Ministério do TurismoGoverno de Minas Gerais e Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais, por meio da Fundação Clóvis Salgado, apresentam o Sarau Lírico, que tem correalização da APPA – Arte e Cultura, patrocínio master da CemigArcellorMittalInstituto Unimed-BH¹, AngloGold Ashanti e Usiminas, por meio das Leis Estadual e Federal de Incentivo à Cultura, além do apoio cultural do Instituto Hermes Pardini.

O patrocínio do Instituto Unimed-BH é viabilizado pelo incentivo de mais de cinco mil médicos cooperados e colaboradores.

A Fundação Clóvis Salgado é integrante do Circuito Liberdade, complexo cultural sob gestão da Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais (Secult) que reúne diversos espaços com as mais variadas formas de manifestação de arte e de cultura em transversalidade com o turismo.