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Cultura

22 DE JULHO: UM DIA PARA CELEBRAR O CANTO LÍRICO

FOTO: POLY ACERBI

No dia 22 de julho, é comemorado o Dia do Cantor Lírico. O canto lírico advém da “Lira”, um instrumento musical de cordas, utilizado pelos gregos para acompanhar a leitura de versos poéticos. O lirismo ficou conhecido como uma expressão de sentimentos, por meio da música.

Daí surgiu o que chamamos hoje de cantor lírico, com habilidade para alcançar variações melódicas na música e emocionar o público mais pelo som produzido do que pela letra cantada. O cantor lírico tem a voz como instrumento, porque o que emociona é o som, e não tanto o texto cantado.

Diferentemente do cantor popular, cuja apresentação pode ser encontrada nos diversos estilos, o cantor lírico é encontrado nos teatros e igrejas, em apresentações, concertos, casamentos e cerimônias.

O cantor lírico precisa estudar e fazer exercícios diários, para conseguir o maior desempenho com o menor esforço. É preciso dominar a técnica, para alcançar a última fila do teatro, sem microfone, com uma orquestra de 120 pessoas tocando. Isso exige um esforço físico e emocional muito maior; com horas de treino, para ter a voz em boas condições de cantar. Existe muito trabalho por trás de um cantor lírico e a impostação da voz é bem diferente do canto usual.

Dentre os mais famosos cantores do gênero, estão Luciano Pavarotti, Plácido Domingo e José Carreras.

O italiano Luciano Pavarotti ficou conhecido mundialmente como o homem que popularizou a ópera. Nascido em 12 de outubro de 1935, Pavarotti faleceu em 2007. Tenor lírico, Pavarotti foi o grande intérprete das obras de Bellini, Donizetti, Verdi e Puccini.

Coral Lírico de Minas Gerais

Em Minas Gerais, podemos conhecer o canto lírico por meio das apresentações do Coral Lírico de Minas Gerais, um dos corpos artísticos da Fundação Clóvis Salgado.

Criado em 1979, o Coral Lírico de Minas Gerais recebeu o título de Patrimônio Histórico e Cultural do Estado em janeiro de 2019.

O Coral, com agenda anual, apresenta repertório diversificado, incluindo motetos, óperas, oratórios e concertos sinfônico-corais. Além de integrar as temporadas de óperas da Fundação Clóvis Salgado, o Coral participa do projetos Lírico ao Meio-dia, Lírico em Concerto, Lírico Sacro e Sarau Lírico.

Referência no Estado de Minas Gerais e no Brasil, o Coral Lírico de Minas Gerais teve grandes regentes em sua história, como os maestros Luiz Aguiar, Marcos Thadeu Miranda Gomes, Carlos Alberto Pinto Fonseca, Ângela Pinto Coelho, Eliane Fajioli, Silvio Viegas, Charles Roussin, Afrânio Lacerda, Márcio Miranda Pontes e Lincoln Andrade, sendo Lara Tanaka sua atual regente.

Nascida em Belo Horizonte, Lara Tanaka estudou piano no Conservatório Mineiro de Música e Regência na Escola de Música, instituições da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Estudou com Sérgio Magnani, Roberto Tibiriçá, Cláudio Ribeiro, Per Brevig (EUA), Mogens Dahl (Dinamarca) e Nelson Niremberg (EUA).

O Regente Assistente do Coral Lírico de Minas Gerais é Augusto Pimenta. Bacharel em Regência Coral e Orquestral pela Universidade Federal de Minas Gerais, Augusto Pimenta já regeu os corais Voar (Infraero), CREA-MG, o Projeto Khronos Música Coral, o Coral e a Orquestra de Câmara da Universidade Federal de Lavras entre os anos de 2011 e 2015. Em 2016, ingressou na pós-graduação da Escola de Música da UFMG. Atualmente, rege também o grupo “Canção das Iluminuras”, que se dedica à música renascentista.